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Campo Grande - MS, terça, 11 de dezembro de 2018

Trabalho prisional

Presídio de Ponta Porã vai ampliar produção de tijolos ecológicos

17 MAR 2011Por Notícias MS16h:27

A Unidade Penal Ricardo Brandão (UPRB), em Ponta Porã, recebeu a doação de 150 formas para a fabricação de pisos para calçadas (tijolos ecológicos). Inicialmente, elas serão utilizadas no calçamento do próprio presídio, mas existe uma expectativa que a produção atenda também a sociedade em geral, por meio de parcerias.

A doação foi feita pela Câmara Municipal da cidade em conjunto com o Conselho Municipal de Esporte e Lazer. Segundo os idealizadores, a iniciativa visa dar ocupação produtiva aos internos e contribuir para a ressocialização.

De acordo com o diretor do estabelecimento penal, Rodrigo Borges, a novas formas irão ajudar a ampliar a produção que já alcança mil tijolos ecológicos diariamente. “Aspiramos um dia ver nossos tijolos para calçadas sendo empregados de forma maciça na construção de casas, escolas, creches”, ressaltou.

Para o presidente do Conselho Municipal de Esporte e Lazer, dar oportunidade aos encarcerados é uma forma de contribuir com o combate à criminalidade. “Temos que lutar para reintegrar essas pessoas; nos países mais avançados, o engajamento em atividades sociais já faz parte da cultura e aqui no Brasil já passou da hora de adotarmos essa postura”, enfatizou.

Já o representante do Legislativo Municipal disse ter ficado impressionado com o trabalho realizado pelo diretor e equipe de servidores do estabelecimento prisional. “Todos podemos errar, mas também temos o direito de pagar nossos erros e buscar uma vida digna, e é isso que hoje está acontecendo no presídio, graças ao trabalho sério e voltado para a humanização e valorização das pessoas que voltarão à sociedade”, frisou Novais.

Na Unidade Penal Ricardo Brandão, além da produção dos tijolos ecológicos, os reeducandos também trabalham com carpintaria, reforma de carteiras escolares, horticultura, entre outras atividades. O presídio também conta com um espaço destinado à instalação de empresas interessadas em dar oportunidade de emprego a reeducandos do regime fechado.

Conforme Borges, o trabalho prisional tem por objetivo ocupar produtivamente o tempo dos detentos, evitando a ociosidade, e para muitos pode até ensinar uma profissão para quando conquistarem a liberdade.

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