Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

transferidos

Presídio de MS recebe presos de Manaus

24 DEZ 2010Por Vânya santos02h:10

Oito presos de Manaus, no Amazonas, foram transferidos na manhã de ontem para o Presídio Federal de Campo Grande. De acordo com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) daquele Estado, os internos da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa foram remanejados de regime porque tiveram envolvimento em rebelião e apresentaram atos de violência e indisciplina durante a reclusão na unidade. Os internos embarcaram numa aeronave da Polícia Federal (PF), no Aeroporto Eduardo Gomes, por volta das 7h40min desta quinta-feira. O desembarque ocorreu tempos depois no Aeroporto Internacional da Capital sul-mato-grossense.

Conforme a Secretaria de Justiça do Amazonas, os presos Paulo Correa Chaves, Ramon Almeida de Souza, Tiago Márcio Cavalcante Lacerda, João Júnior Ribeiro e Dieilson Simões de Carvalho foram transferidos para Campo Grande porque tiveram participação comprovada na rebelião da cadeia de Iranduba, a 32 quilômetros de Manaus. O motim, promovido no 14 de novembro deste ano, resultou na morte de pelo menos três presos.

Já os detentos Manoel Freitas Barros – Manoel Tatu –, Marcos Paulo Oliveira Brasil ou Luiz de Araújo Gomes Filho – preso utiliza as duas identidades – e Luiz Antônio dos Santos Souza foram apontados como integrantes de organizações criminosas envolvidos em crimes violentos. A secretaria também justificou que transferiu esses presos porque eles participaram de indisciplina no sistema prisional.

Há seis dias o narcotraficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi transferido de Mato Grosso do Sul para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. O remanejamento de Beira-Mar, apontado como líder do Comando Vermelho, ocorreu depois que a polícia do Rio de Janeiro passou a investigar o conteúdo de uma carta que teria sido escrita e enviada por ele, de dentro do presídio da Capital, para comparsas cariocas.

Já no dia 19 de novembro, 11 presos da Grande Florianópolis, em Santa Catarina, chegaram ao Presídio Federal de Campo Grande. Os internos, considerados de alta periculosidade, foram transferidos para conter a onda de assaltos que estaria acontecendo naquele Estado e comandada de dentro das penitenciárias.

Na época deste remanejamento, o diretor em exercício na unidade federal da Capital, Rodrigo Almeida Morel, informou que o presídio tem capacidade para abrigar 208 internos, sendo que cerca de 130 ocupavam as celas do local.

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