quarta, 18 de julho de 2018

Acrissul

Presidente tratava de festa de carnaval quando soube da decisão

26 JAN 2011Por VIVIANNE NUNES15h:03

“Tinhamos um acordo e a Acrissul estava cumprindo”, afirmou o presidente da Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Francisco Maia, em entrevista ao Portal Correio do Estado. Ele lamenta a decisão da Justiça que encerra as apresentações artísticas dentro do Parque de Exposições Laucídio Coelho e diz que acertava os detalhes para o carnaval deste ano em uma reunião no momento em que foi supreendido pela decisão do Tribubal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/M).

Maia diz que no ano passado teve uma audiência com o promotor Alexandre Raslan e na ocasião um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado or eles. “Desativamos o Tozen, o Barcelona e acabamos com o Moto Road. Em troca a Acrissul teria o direito a dois shows por mês e a realização das duas exposições previstas para o ano, a Expogrande e a ExpoMS.
 

Cumprimos o compromisso e fomos supreendidos pela decisão ainda quando estávamos em reunião para acertar preparativos do carnaval que neste ano seria lá, como um grande sambódromo, afirmou.
 

O presidente da entidade lembra que para construir o plano ambiental requerido pela Justiça, seriam necessários milhões de Reais em investimentos. “Como fazer um projeto de acústica que não tenha interferêmcoa exterior? O parque ainda é o local mais apropriado para shows em Campo Grande por conta da segurança. A festa de Santo Antônio que a prefeitura faz é lá”, questionou.

De acordo com ele a Acrissul não promove “nada, apenas cede o espaço”. Estavam previstos para os próximos dias já com data marcada show das duplas Maria Cecília e Rodolfo e Fernando e Sorocaba. “Lamento o fato não como entidade de criador, porque nossa exposição continua, mas por conta da sociedade que tradicionalmente participa dos eventos”, enfatizou.

A assessoria jurídica da Acrissul vai entrar com recurso hoje ou amanhã para evitar que a decisão seja levada adiante. “Todas as vezes que houverem shows aqui em Campo Grande eu mesmo vou até lá para saber se o local cumpre as normas ambientais exigidas”, desabafou o representante citando a praça do Rádio e o Parque das Nações Indígenas onde artistas se apresentam rotineiramente.

Considerando a possibilidade de retirar o parque de Exposições de dentro da cidade o presidente lembra que festas às margens das rodovias não podem ter o comércio de bebidas alcoólicas. “A ACQM [Associação dos Criadores de Quarto de Milha] já tinha até comprado uma área para a construção do clube mas a Justiça proíbe a venbda de bebidas e por isso foi suspenso. A cidade morena, colorida, vai ficar cinza sem os shows, vamos sair do circuito das grandes apresentações. Esperamos que a decisão seja revista”, lamentou.

A Expogrande, prevista para o mês de abril em Campo Grande, estimava receber 400 mil pessoas neste ano em dez dias de show. A festa, segundo defende o representante da Acrissul, movimenta a economia local incluindo o comércio, os taxistas, os hotéis e restaurantes.
 

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