Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

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Presidente e Dilma devem definir compra de caças até final do ano

19 DEZ 2010Por São Paulo00h:50

O presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff querem discutir a escolha de novos caças para a aviação de combate e, assim, acabar com um impasse do Governo federal que se alonga por 15 anos. Segundo revelou à reportagem um integrante da equipe de transição, o tema está na agenda das prioridades estratégicas ainda pendentes - que não devem chegar ao dia 31 sem definição.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que, em 20 de novembro previu a possibilidade de haver uma resolução até hoje disse que a situação está seguindo a liturgia exigida. Outro adiamento da escolha do projeto F-X2 para depois da posse da presidente eleita só seria justificado por motivos políticos.

Dilma não estaria convencida das vantagens oferecidas pela proposta considerada favorita, a da francesa Dassault, com seu supersônico Rafale. Pediu mais detalhes à Defesa e já recebeu as informações.

A questão técnica do F-X2 foi resolvida. A conclusão do time de peritos é de que os três finalistas podem cumprir a missão pretendida pela Aeronáutica, de acordo com a peculiaridade de cada um dos projetos.

O americano F-18E/F é o mais provado em batalha. O sueco Gripen traz a possibilidade do desenvolvimento de uma aeronave de combate em grande parte brasileira. O francês Rafale oferece entrega irrestrita de tecnologia, a cláusula fundamental das consultas feitas pela FAB.

É relativa a razão econômica e financeira alegada pelo presidente Lula para transferir a oportunidade do contrato para sua sucessora. No negócio, avaliado entre US$ 4 bilhões e US$ 6,2 bilhões, não há previsão de nenhum pagamento a curto prazo - à exceção de um adiantamento pós contrato, da ordem de US$ 100 milhões. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, o dinheiro sairá do caixa apenas no fim de 2011 ou início de 2012 na eventualidade de a seleção ser completada até o fim da administração Lula.

Histórico
A versão final do programa de reorganização da FAB foi apresentada a Jobim em 2008. O plano prevê novas unidades e disposição dos meios. A frota de ataque, hoje concentrada em bases alinhadas no litoral, na Região Sul, e apenas recentemente presente no território amazônico, vai chegar ao chamado Vazio Norte. E não apenas os caças pesados - há os Super Tucanos de Campo Grande, Boa Vista e Porto Velho. Para Rondônia estão sendo levados os impressionantes “tanques voadores”, helicópteros russos Mi-35 que a Força começou a receber em julho. Foram comprados 12 deles. A fatura bate em US$ 250 milhões. A tripulação - dois pilotos - ocupa cabines independentes cobertas por globos blindados. O compartimento traseiro acomoda até oito soldados equipados. Os cabides externos levam 1.500 quilos de armas - mísseis, foguetes, bombas de até 500 kg - ou 2,5 toneladas de carga. Toda a seção inferior é revestida com placa bimetálica resistente ao calibre 50 ou estilhaços de granadas. Sob a seção dianteira, um poderoso canhão 30 mm.

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