sexta, 20 de julho de 2018

Presidente do Banco Central Europeu diz que euro "não está em crise"

3 DEZ 2010Por VEJA19h:51

Apesar da instabilidade financeira na União Europeia, provocada pela crise orçamentária em países periféricos do bloco, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, disse nesta sexta-feira que o euro é "uma moeda confiável que não está em crise".

"Temos problemas de instabilidade financeira que se devem a uma crise orçamentária em alguns países europeus", argumentou, explicando que o BCE decidiu na quinta-feira "seguir alimentando em liquidez, com duração de uma semana, um mês e três meses, de maneira ilimitada, a economia europeia".

O BCE anunciou na quinta-feira a manutenção de seu dispositivo de medidas excepcionais em prol dos bancos, e decidiu manter inalterada sua principal taxa de juros em 1%.

Os países europeus voltaram a causar apreensão no mercado nas últimas semanas. No centro das atenções, a economia irlandesa, que, abalada por uma grave crise bancária, estava à beira da insolvência. Desta vez, diferentemente do que se viu na lenta articulação para salvar a Grécia de um calote em maio, a União Europeia não vacilou em preparar um pacote de emergência para a Irlanda. O temor é que uma crise de confiança se espalhe pelos países da região, especialmente aqueles que lutam para reativar suas economia e resolver graves problemas fiscais.

Reunião - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, vão discutir a estabilidade do euro em uma reunião em Freiburg, na Alemanha, no dia 10 de dezembro. "Em todas as reuniões que os governos da Alemanha e da França realizam atualmente, a política europeia e o problema do euro naturalmente estão em alta na agenda", disse um porta-voz do governo alemão.

Na reunião do dia 10, Merkel e Sarkozy vão preparar o caminho para uma cúpula da União Europeia marcada para 16 e 17 de dezembro, mas o porta-voz negou que uma cúpula emergencial tenha sido planejada para este fim de semana. Na quinta-feira, a Comissão Europeia e o governo do Reino Unido também negaram uma reunião emergencial.

(Com agências Estado, EFE e France-Presse)

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