Terça, 16 de Janeiro de 2018

Presidente do Banco Central argentino renuncia ao cargo

30 JAN 2010Por 09h:30
     

        Da redação

        O presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, renunciou ao cargo nesta sexta-feira depois de um duro conflito com o governo, que tenta se apropriar de US$ 6,56 bilhões das reservas da entidade monetária para pagar dívidas. Redrado, quem se opôs firmemente ao plano, anunciou sua demissão durante uma entrevista coletiva.

        "Sinto que o meu ciclo no Banco Central foi concluído. Portanto, há pouco decidi definitivamente me afastar do cargo de presidente do Banco Central", disse. "O governo quis avançar sobre as reservas, sobre o Banco Central (...) A indignação foi mais forte", afirmou.

        O funcionário estava afastado da liderança formal do Banco Central desde domingo, quando a polícia o impediu de entrar em seu gabinete. A Justiça mantém bloqueada a transferência de reservas ao governo pelo Banco Central, conduzido formalmente por seu vice-presidente Miguel Pesce.

        O conflito entre Redrado e a presidente do país, Cristina Kirchner, começou no início deste mês, logo depois que ela, sem consultá-lo, ordenou em dezembro do ano passado a criação do chamado "Fundo do Bicentenário" com reservas da autoridade monetária.

        Redrado adiou a transferência das reservas, o que levou Cristina a demiti-lo por decreto. A decisão do funcionário, um economista respeitado, recebeu apoio de conselheiros legais do banco.

        Após sua demissão, no entanto, a Justiça o restituiu rapidamente no cargo com o argumento de que o Congresso, segundo a Constituição, deveria opiniar no processo de remoção de um chefe de autoridade monetária. Porém, após a decisão de segunda instância que manteve bloqueado o plano oficial de tomar as reservas e ordenou que o Congresso se pronunciasse sobre a demissão, o governo interpretou que Redrado não podia manter-se no cargo e o proibiu de entrar no Banco Central. (informações do Terra)

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