Quinta, 21 de Junho de 2018

Presença do Estado é maior em setores estratégicos da economia

6 SET 2010Por 15h:30
     

Seja na América Latina, na Europa ou na Ásia, a presença do Estado é marcante na prestação de serviços e na infraestrutura. Embora a tendência à privatização de empresas controladas pelo estado seja observada em países de economia de mercado, independentemente do seu grau de desenvolvimento, a iniciativa privada muitas vezes ainda não consegue chegar a alguns setores considerados estratégicos, como os de energia e transporte.

No Brasil, na França e na China, países de diferentes modelos econômicos, o fornecimento de energia elétrica, a manutenção do transporte ferroviário e a defesa territorial, por exemplo, são de responsabilidade do Estado.

"Tanto na França quanto no Brasil, a participação das estatais no passado recente já foi muito mais ampla e esteve relacionada a um processo intenso de industrialização. Mas ambos os países ainda têm uma participação estatal que, embora hoje minoritária, ainda é importante em setores estratégicos", disse Luiz Fernando de Paula, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e presidente da Associação Keynesiana Brasileira (AKB).

Quando se trata de produção de petróleo, a participação estatal se intensifica ainda mais: atualmente, as 11 maiores empresas de petróleo do mundo têm presença do Estado.

"Há razões históricas para a manutenção do controle do Estado. Há muitos subsídios que devem ser dados para determinadas atividades. Além disso, o Estado considera que, por alguns setores serem monopolistas, devem ficar nas suas próprias mãos em vez de passar para um grupo de empresas, por exemplo, o que poderia não ser benéfico para a população", disse o professor Frederico Lustosa, da Diretoria Internacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e autor do livro Reforma do Estado e Contexto Brasileiro.

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