Sexta, 15 de Dezembro de 2017

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Presença de aleluias pode anteceder infestação de cupins

6 JAN 2014Por TERRA00h:00

A chegada do verão é acompanhada de dias belos e ensolarados, mas também traz aqueles bichinhos chatos que ficam voando em torno da luz durante a noite. O que nem todos sabem, no entanto, é que as chamadas aleluias ou siriris são na verdade os reis e as rainhas das colônias de cupins, e muito mais do que apenas incomodar, eles podem iniciar uma infestação pela residência.

Estes insetos são atraídos pela radiação ultravioleta, onda de luz emitida pelas lâmpadas que não é percebida pelos olhos humanos, mas que serve de ponto de referência para o acasalamento dos siriris, explica Francisco Zorzenon, diretor do Laboratório de Pragas Urbanas do Instituto Biológico do Estado de São Paulo. “Eles vivem de 25 a 30 anos e, ao contrário de outros insetos, mantêm o mesmo parceiro até o fim da vida. Além disso, as fêmeas podem colocar de 30 a 80 mil ovos em um único dia”, diz ele.

Uma pista de que os siriris podem estar iniciando uma colônia de cupins é a presença constante das asas desses insetos em um determinado ponto da casa. “Eles não copulam no ar, se livram das asas e procuram algum móvel para procriar. Se você perceber este tipo de indício, é bom ficar atento”, aconselha o especialista.

“A única maneira de prevenir a entrada das aleluias em casa é colocar telas em portas e janelas ou mantê-las fechadas. Nas áreas externas, também é possível colocar um tipo de luz anti-inseto, que emite menos ultravioleta e atrai menos siriris”, recomenda Zorzenon.

A presença desses bichinhos, no entanto, não indica necessariamente que a casa está infestada ou que os cupins criarão uma colônia no lugar. Em geral, as rainhas vasculham a casa por um tempo para se certificar de que haverá condições de estabelecer uma colônia. Além disso, existem siriris de várias formas de cupins, e muitos deles não atacam residências.

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