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CORRIDA CONTRA O TEMPO

Prefeitura aproveita período de estiagem para acelerar obras

8 JUL 10 - 09h:56
DANIELLA ARRUDA e bruno grubertt

As empreiteiras contratadas pela Prefeitura de Campo Grande para abrir avenidas e finalizar as obras pagas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) têm corrido contra o tempo para finalizar os trabalhos antes do período das chuvas. As avenidas que fazem parte das obras do Complexo Cabaça devem estar prontas até o final do mês de outubro, conforme o secretário de Obras do município, João Antônio De Marco. Além dessas obras, as aberturas de avenidas nos complexos Segredo e Imbirussú/Serradinho têm previsão de ser inauguradas até o fim do ano, com datas a serem definidas pelo prefeito Nelsinho Trad.
Na região da Vila Popular, operários e máquinas já trabalham na pavimentação dos últimos trechos. Nos locais por onde o asfalto já passou, homens trabalham na construção do meio-fio, das calçadas e ciclovias. No mesmo ritmo seguem as obras da segunda etapa da Via Morena, ao longo da Avenida Duque de Caxias. Lá, as máquinas que haviam parado por conta de um monumento pertencente ao Comando Militar do Oeste (CMO), voltaram a trabalhar na última semana. A estátua, chamada de Guerreiro do Pantanal, foi retirada, guardada na sede do CMO e ainda não tem local definido para ser instalada.

Complexo Segredo
Construção do prolongamento da Avenida Norte-Sul,  que integra as obras de urbanização do Complexo Segredo, já se aproxima da reta final, criando alternativas de ligação direta entre cinco bairros até então isolados pelo mato e pelas águas do Córrego Segredo, além de beneficiar um total de 21 comunidades.
A nova via, que ligará o Jardim Seminário e Monte Castelo até o Bairro Morada Verde, servindo de acesso para os conjuntos residenciais Otávio Pécora e Estrela do Sul, já está asfaltada em cerca de 80% de sua extensão de 4,5 quilômetros. Para quem mora nos arredores da obra, a expectativa é de valorização imobiliária, mais qualidade de vida e maior facilidade de acesso à região central, com a redução do percurso atual.
Segundo o caseiro Cornélio Gonçalves, 64 anos, morador do Jardim Seminário há oito meses, o prolongamento da Norte-Sul traz uma diferença de até oito quilômetros de distância para quem trafega pela Rua Canaã, via de acesso ao Jardim Seminário que passará a ter ligação com o Monte Castelo e Otávio Pécora por meio de uma ponte e da nova avenida. “Para a gente, vai ficar mais fácil (ir até o centro). Hoje você tem que dar a volta pela Mascarenhas de Moraes. Quem não conhece a região e passa por aqui, reclama da falta de acesso. Com a nova avenida, fica mais fácil: é só dobrar à direita e já está no centro”, comentou.
Para o bancário André Luiz Mariusso, 36, que mora no Monte Castelo e vem utilizando a nova avenida como pista de caminhada, a expectativa é que a obra valorize a região. “Também será uma opção de acesso a mais para nós. Hoje, temos somente a (Rua) Júlia Maksoud”, comentou. Esta via serve de acesso à região central também para o conjunto Otávio Pécora, outra comunidade que ganhará ligação por meio de uma ponte, na Rua Surucuá.
A comerciante Maria José Tavares, de 49 anos, que reside nesta rua do Otávio Pécora, considera que a nova avenida representa progresso para Campo Grande, porém se preocupa com “o outro lado da moeda”, já que mora em uma das ruas que passarão a ser via de acesso do bairro até o prolongamento da Norte-Sul. “Sabemos que faz parte do desenvolvimento da cidade, mas vai acabar a nossa tranquilidade. Hoje as crianças brincam na rua, mas ela vai se transformar num corredor. O movimento de carros vai aumentar bastante”, comentou.
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