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CRISE

Prefeito fala sobre atendimento na Santa Casa

26 MAR 11 - 00h:01DA REDAÇÃO

 O prefeito Nelsinho Trad falou, ontem, sobre a situação pela qual passa a Santa Casa de Campo Grande, bem como os resultados obtidos durante a viagem que fez a Brasília no início desta semana.

“A Santa Casa nunca foi problema, ela sempre foi a solução dos problemas de atendimento a saúde em Campo Grande e no Estado. A todo momento, chegam pessoas em estado grave precisando de atendimento e nós o que podemos fazer? Temos que atender, é claro. Temos que salvar vidas, está é nossa prioridade”, desabafou.

Ele ressaltou que desde o primeiro mandato, quando assumiu a intervenção da entidade, tem lutado para garantir que o hospital mantenha as portas abertas e o atendimento total. “Recentemente, realizamos uma reforma parcial na Santa Casa, incluindo pintura externa, construção de pronto-socorro neonatal, disponibilização de 11 leitos no quinto andar na ala B, que faltam apenas ser equipados e mais seis leitos serão utilizados na UTI”, salientou.

Nelsinho explicou, ainda, que o Hospital do Trauma, em construção na área vizinha a Santa Casa, será preponderante para diminuir a lotação enfrentada pelo hospital na atualidade. “Nosso cronograma prevê que a inauguração do novo espaço aconteça até o final do ano e disponha de 150 leitos para atendimentos emergenciais graves”, revelou

Em Brasília

O prefeito comentou sobre a visita que fez a Brasília e a resposta que recebeu, quando comentou a situação crítica da saúde pública em Campo Grande. “O ministro me falou que não é só Campo Grande que passa por esta crise e, sim, que é um problema generalizado e a realidade da maioria dos hospitais nas grandes metrópoles brasileiras”, lembrou.

Na avaliação de Nelsinho Trad, houve uma mudança no perfil dos pacientes que freqüentam o hospital que hoje atende, em sua maioria, vítimas de traumas graves da Capital e do interior do Estado. “Conto com ajuda do Governo do Estado, da Câmara Municipal e dos Ministérios Públicos Estadual e Federal para realizarmos uma força conjunta de trabalho. O objetivo é só um: disponibilizar o mais rápido recursos para atender as necessidades do hospital, porque
se formos esperar pelo governo federal, será no mínimo mais seis meses”, destacou Nelsinho.

 

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