Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

DOURADOS

Prefeito e vice são notificados sobre cassação

30 OUT 2010Por Fábio Dorta, Dourados01h:20

O prefeito de Dourados Ari Artuzi (sem partido) e o vice-prefeito Carlinhos Cantor (PR), presos e afastados dos cargos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), foram notificados ontem pela Câmara Municipal. Eles estão sendo investigados pelo legislativo e podem ter os mandatos cassados por corrupção, fraudes em licitação, formação de quadrilha, entre outros crimes.

A Câmara instalou comissões processantes contra Artuzi e Cantor com base nas investigações das Operações Brothers, Owari e Uragano deflagradas pela Polícia Federal. Somente a Uragano levou para a cadeia, além deles, mais 27 pessoas.

Artuzi e Cantor foram notificados na manhã de ontem e terão até o próximo dia 13 de novembro para apresentar suas defesas prévias. Em seguida, os integrantes das comissões processantes começam a elaborar os relatórios que, posteriormente, serão votados em plenário. Os dois serão cassados se dois terços dos vereadores votarem favoravelmente.  Artuzi assinou a notificação no presídio federal em Campo Grande para onde foi transferido no final da semana passada. A notificação para o prefeito foi levada pelo presidente da Comissão Processante, o vereador Laudir Munaretto (PMDB) e pelo advogado do legislativo municipal, Valdeci Ferreira.

Os dois não tiveram contato com o prefeito, nem puderam entregar pessoalmente o documento porque Artuzi ainda está no período de isolamento, seguindo normas do presídio. “Nós entregamos a notificação, juntamente com os documentos da denúncia para um funcionário do presídio. O prefeito assinou a notificação”, contou Munaretto.

Já Carlinhos Cantor, preso no mesmo dia que Artuzi, foi notificado na Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa (Phac), em Dourados. O documento foi entregue pelo vereador Pedro Pepa (DEM) que é membro da Comissão Processante aberta contra ele e por Eliane Araújo, advogada da Câmara.

Indagado sobre até quando a comissão processante deve encerrar as investigações, Laudir evitou estipular prazos. “Não faço prognósticos até mesmo porque não sei o teor da defesa do prefeito e do vice”, explicou. Ele comentou que a comissão, inicialmente, tem 90 dias para terminar o trabalho, mas deu indícios de que o prazo pode ser prorrogado na hipótese de os investigados arrolarem testemunhas.

Se o prefeito e o vice forem cassados até o final do ano, novas eleições devem ser realizadas, conforme determina a Constituição Federal. No caso de o processo se arrastar por mais de dois anos depois das últimas eleições municipais, o novo prefeito será escolhido pela Câmara Municipal. (colaborou Lidiane Kober)

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