sexta, 20 de julho de 2018

OPERAÇÃO URAGANO

Prefeito deve ficar 15 dias no isolamento no Presídio Federal

23 OUT 2010Por Fernanda Brigatti04h:15

O prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi (sem partido), passará os próximos 15 a 20 dias sem contato com advogados ou familiares. Desde a noite de quinta-feira (21) no Presídio Federal de Campo Grande, Artuzi passará por exames físicos e psicológicos e será apresentado às regras da instituição.

De acordo com o diretor do presídio, delegado Washington Clark, o período de adaptação é de, no máximo, 20 dias. "Ele vai conhecer as normas, vai ser feito um perfil, uma avaliação física e psicológica, para definir qual a melhor ala, melhor cela", disse.

Artuzi foi novamente transferido na quinta-feira, depois que a Polícia Federal retomou a responsabilidade pela custódia do prefeito. Preso desde o dia 1º de setembro, durante a Operação Uragano, da Polícia Federal, ele estava em Campo Grande, sob responsabilidade do governo do Estado.

Primeiro ele ficou preso no 3º Distrito Policial, no Carandá Bosque. Diante de uma ameaça de ataque à delegacia, a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) o transferiu para a Delegacia de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras).

No mesmo dia de sua última transferência, Artuzi sentiu-se mal e chegou a ser internado no Proncor. Do hospital, ele foi levado à Superintendência da Polícia Federal, que não possui carceragem. Segundo a PF, por volta das 18 horas, ele foi transferido novamente.

No Presídio Federal, Artuzi ficará isolado, assim como os demais lá abrigados. A instituição é destinada a presos de alta periculosidade, mas também pode abrigar casos excepcionais, como o de Artuzi. Atualmente, estão presos na instituição nomes como Antônio Jussevan Alves dos Santos, o Alemão, que comandou o assalto ao Banco Central, em Fortaleza, o narcotraficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e João Arcanjo Ribeiro, o Comendador. Também já passou por uma das celas o traficante internacional Juan Carlos Abadía, já transferido para os Estados Unidos.

Artuzi foi denunciado pela Procuradoria Regional por envolvimento em um esquema de superfaturamento de obras, fraudes em licitações e desvio de dinheiro público, envolvendo ainda empreiteiras e outras empresas sediadas em Dourados. O esquema era operado dentro da prefeitura e tinha a participação de servidores, secretários municipais e vereadores. Na Câmara Municipal, 9 dos 12 vereadores foram presos. Quatro continuam atrás das grandes e 11 foram denunciados por envolvimento no esquema.

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