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Campo Grande - MS, quinta, 15 de novembro de 2018

Prefeito de Palmas não convence colegas de partido

10 JUL 2012Por AGÊNCIA BRASIL17h:35

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), disse que identificou contradições fortes no depoimento do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), hoje (10) na comissão. Segundo Odair, o depoimento mostrou que é preciso aprofundar as investigações sobre os contratos da construtora Delta com a prefeitura de Palmas. "O depoimento não convence e implica que nós devemos continuar investigando".

Para Odair, o depoimento revelou o modelo de operação do grupo criminoso supostamente chefiado pelo empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e mostra que há "uma incursão firme" da organização também no estado do Tocantins, neste caso, na prefeitura da capital, Palmas.

Em cinco horas de depoimento, Raul Filho negou ter beneficiado Cachoeira em contratos na prefeitura durante sua administração, mas não convenceu nem os colegas de partido. O prefeito foi convocado pela CPMI depois da divulgação de um vídeo gravado em 2004, no qual ele aparece oferecendo vantagens a Cachoeira em troca de dinheiro para a campanha eleitoral.

"A mim ele [Raul Filho] não convenceu. Ele teve oportunidade de suspender o contrato com a Delta, ao saber das irregularidades envolvendo a empresa, e não o fez", disse o vice-presidente da CPMI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que conduziu a maior parte do interrogatório. De acordo com Teixeira, ainda é crescente a percepção na CPMI de que a atuação da Delta em conjunto com o empresário, identificada em alguns estados e prefeituras, produziu irregularidades em contratos.

"A Delta e o Cachoeira, onde eles estão juntos, é muito complicado. Onde se detecta a participação dos dois juntos há problemas nos contratos", disse o deputado. Para ele, a atuação de ambos na prefeitura de Palmas é um exemplo disso. Os governos de Goiás e do Tocantins também servem como exemplo, acrescentou o deputado. No caso do governo do Distrito Federal, porém, Teixeira entende que houve uma tentativa de instalação da organização criminosa investigada pela Polícia Federal.

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