Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

APELO À CIDADANIA

Prefeito convoca população contra vândalos

10 NOV 2010Por Silvia Tada04h:30

Indignado com o vandalismo denunciado pelo Correio do Estado, na edição de ontem, que mostrava pichações nos aparelhos da Orla Morena antes mesmo da inauguração, o prefeito Nelsinho Trad chamou a população para zelar pelo patrimônio público e denunciar esse tipo de irregularidade. Em vistoria pelas obras, na tarde de ontem, ele falou sobre duas situações, o vandalismo e a organização do trânsito.

De acordo com a coordenadora de projetos especiais da Prefeitura, arquiteta Eliane Detoni, há cerca de um mês vem sendo feito trabalho com os moradores do entorno e nas escolas, principalmente a Maria Constança de Barros Machado. "Aqui, não há como fecharmos os espaços até que a obra seja concluída. Então, vamos fazendo e a população já vai usufruindo. Observando dessa forma, podemos dizer que o empreendimento é um sucesso, pois as pessoas estão gostando de frequentar o local", comentou.

 Outros locais
O vandalismo não é "exclusividade" da Orla Morena. Basta andar pelas ruas principais do centro de Campo Grande para flagrar as marcas deixadas pelos pichadores. Seja em locais públicos ou prédios particulares, não sobram muros, fachadas, portas e tapumes sem as "assinaturas" e recados dos autores.

Um exemplo é na avenida principal da cidade, a Afonso Pena. O Obelisco, monumento localizado no cruzamento com a Rua José Antônio, foi pintado recentemente e já está pichado. "Essa é uma avenida tão bonita e esse tipo de pichação deixa uma aparência suja, de cidade abandonada", avaliou a comerciante Marlete dos Santos, de 53 anos.

Para Kelly Vedoja da Silva, de 18 anos, a orientação para evitar esse tipo de atitude deveria ser dada na própria escola. "Nos muros dos colégios, nos banheiros, sempre têm algum tipo de pichação. Os locais ficam horríveis, é lamentável".

Na Rua 13 de Maio, esquina com a Rua 26 de Agosto, o muro particular recebeu as pichações e, logo em frente, o prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também não foi poupado. Comércios fechados também foram alvo do crime, exemplo constatado na Rua Antônio Maria Coelho entre as Ruas 13 de Maio e 14 de Julho.

O prédio do antigo Hotel Campo Grande, na Rua 13 de Maio, com cerca de 17 andares, ostenta, no topo da construção, inscrições feitas com spray. O mesmo ocorre no viaduto da ferrovia que passa sobre a Rua Maracaju, logo após o cruzamento com a Avenida Calógeras.

A Guarda Municipal de Campo Grande estará atenta a esse tipo de ocorrência. Segundo o comandante da companhia, coronel Ayres, a pena para vandalismo varia de seis meses a três anos de detenção. Além disso, o autor pode ser enquadrado na lei de crimes ambientais, que prevê detenção de três meses a um ano e multa, agravada se o dano foi a patrimônio público.

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