Campo Grande - MS, quarta, 15 de agosto de 2018

SÃO GABRIEL DO OESTE

Prefeito assina decreto de emergência

10 MAR 2011Por DA REDAÇÃO16h:40

O prefeito Sérgio Marcon assinou, na tarde de hoje, decreto que declara estado de emergência em São Gabriel do Oeste, por causa do alto índice de chuvas nos últimos dias no município. O documento deve ser publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira.

Os mais de 400 milímetros que caíram sobre a região nos últimos dez dias prejudicaram estradas e pontes na área rural. Dentre os prejuízos contabilizados está a queda da ponte sobre o rio Coxim, no trecho da rodovia MS – 429 que liga o posto Rosa à região do Jauru. Com a queda da estrutura, que foi levada pela forte correnteza, no último domingo (6), a linha do transporte escolar foi prejudica, o que obrigou o município a transferir os alunos da região para uma escola em Coxim. Pecuaristas daquela área estão impedidos de transportar o gado pronto para abate aos frigoríficos.

Estradas rurais também tiveram grandes danos. Algumas estão intransitáveis, o que dificulta ainda mais a já penosa situação de boa parte dos agricultores da região. Segundo laudo técnico elaborado pelo Sindicato Rural e as empresas de planejamento e assistência técnica, o grande volume de chuva danificou 60% da produção de soja no município, o que corresponde a 68,4 mil hectares. Prontos para colheita, os grãos acabaram germinando e apodrecendo nas vagens.

Prejuízos

O número oficial de danos é muito mais alto do que se havia estimado esta semana e preocupa ainda mais as autoridades do município. Com grande dependência agrícola, São Gabriel do Oeste deverá sentir o impacto dos prejuízos também em outras áreas, como o comércio, prestação de serviços e na arrecadação municipal. “Com a redução da movimentação econômica, o índice de participação do município no ICMS nos próximos anos cai”, explica o prefeito Sérgio Marcon.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste, Júlio Bortolini, esta foi a primeira vez na história sojícola do município que as perdas por ações climáticas foram tão elevadas. “Tivemos problemas com doenças em 1995 e com ferrugem asiática em 2008, mas nada se compara ao que está acontecendo agora”, disse o presidente.

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