Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

DOURADOS

Prefeito Artuzi deve depor hoje sobre Operação Owari, da PF

11 NOV 2010Por Fernanda Brigatti, da Redação FÁbio Dorta, de Dourados00h:05

O prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi (sem partido), presta depoimento hoje ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça, pelo processo referente à Operação Owari, da Polícia Federal. Ele e outros dez acusados de desvio de dinheiro e fraude em contratos da saúde serão interrogados pelo relator do processo, desembargador Claudionor Abss Duarte. A sessão será fechada, pois o processo corre em segredo de Justiça.

Artuzi está preso desde o dia 1º de setembro, em Campo Grande, como resultado da Operação Uragano, da Polícia Federal. Desde o dia 22 de outubro, ele está em uma das celas do Presídio Federal. Antes disso, ele já passou pelo 3º Distrito Policial e pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Asssaltos e Sequestros (Garras). A defesa do prefeito aguarda decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em um habeas corpus que busca libertá-lo.

O primeiro afastamento da prefeitura sofrido por Artuzi foi no processo da Owari, quando o desembargador avaliou que ele pretendia intimidar testemunhas do caso.

Ontem, Artuzi sofreu mais uma derrota. Os vereadores integrantes da Comissão Processante (CP) em andamento na Câmara de Dourados recusaram o pedido de arquivamento e decidiram prosseguir com as investigaçãoes. A comissão tem como base as investigações da CPI da Saúde. Ainda na quarta-feira (10), o relator Pedro Pepa (DEM) esteve em Campo Grande e notificou o advogado do prefeito, Carlos Alberto de Jesus Marques, da decisão. Ele tem cinco dias para apresentar as alegações finais.

A defesa de Artuzi pedia o arquivamento, alegando irregularidades técnicas, como a participação do vereador Dirceu Longhi (PT) na votação que criou a Comissão Processante. Ele não poderia estar presente, pois presidiu a CPI da Saúde, segundo a defesa do prefeito. O presidente da CP, Elias Ishy (PT), disse que as alegações foram derrubadas no parecer da assessoria jurídica do Legislativo. O relator Pedro Pepa (DEM) afirmou que os trabalhos da Comissão Processante deverão ser encerrados até o final de dezembro, quando o relatório será encaminhado para votação em plenário. Para que o prefeito seja cassado serão necessários oito votos, entre os 12 vereadores, pelo impeachment.

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