Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

LEVANTAMENTO DO PROCON

Preços de material escolar apresentam variação de até 650%

14 JAN 2011Por Edivaldo Bitencourt00h:00

Os preços dos materiais escolares apresentam variação de até 650% em Campo Grande. Pais e estudantes devem pesquisar antes da compra para não pagar até sete vezes e meio mais caro por um produto. A constatação é da pesquisa realizada pela Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), nos dias 11 e 12 deste mês, em nove estabelecimentos.

O custo da borracha branca personagens teve a maior diferença, sendo comercializada a R$ 0,40 na Zornimat e a R$ 3, na Livraria São Paulo. A segunda maior variação, 460,9%, está no preço da cola bastão de 10g, que oscila entre R$ 0,41, na Zornimat, e R$ 2,30 na Supritec. Entre os cadernos, o de brochura pequeno 48/50 da Tilibra sai por R$ 0,60 na Livromat, mas também está à venda 391,6% mais caro, a R$ 2,95, na Livraria Brasil.

O preço do lápis de cor grande com 12 unidades da Faber Castell varia 301%, de R$ 3,54, na Zornimat, até R$ 14,20, na Livraria Brasil. O caderno universitário capa dura com 10 matérias custa R$ 4,50, na Zornimat. No entanto, se não pesquisar, o consumidor pode pagar 255,5% a mais, R$ 16 na Livraria Brasil. Com o valor economizado em um caderno, o estudante pode comprar quatro resmas de 100 folhas de papel sulfite da Chamequinho, que custa entre R$ 2,50 e R$ 3,15. E ainda sobraria R$ 1,50 para comprar três fitas crepes brancas 19x10 (R$ 0,49). Ou uma unidade, se optar pelo valor 175,5% maior (R$ 1,35).

As diferenças tão expressivas surpreenderam o superintendente do Procon, Lamartine Ribeiro. "Não existe qualquer possibilidade de variação de qualidade que justifique uma diferença tão grande", ressaltou. "Vale lembrar, por fim, que essa pesquisa serve como uma referência para o consumidor, uma vez que os itens pesquisados podem ser encontrados em vários outros estabelecimentos, o importante é que o consumidor saia de casa sabendo o que vai encontrar em termos de preços", recomendou.

 Mais baratos
Entre os nove estabelecimentos pesquisados, a Zornimat apresentou 47 produtos (37,9% dos 124 pesquisados na unidade) com os menores preços. Em segundo lugar ficou a Livraria Livromat, com 36 itens (35,6% dos 101 analisados). A Livraria Brasil teve 56 materiais entre os mais caros (54%), segundo o Procon. Em segundo lugar deste último ranking, ficam a Lê e Tuiuiú, com 28 itens cada.

O Procon ainda pesquisou as condições de pagamento. As lojas estão parcelando de cinco a 10 vezes no cartão de crédito sem juros. Outras dão desconto de 5% a 10% para quem comprar à vista. E ainda há as opções de pagamentos em cheques e boletos.

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