domingo, 22 de julho de 2018

CAMPO

Preços agrícolas sobem 3,03% na terceira quadrissemana de novembro

27 NOV 2010Por Cleidson Lima08h:42

O IqPR – Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista subiu 3,03% na terceira quadrissemana de novembro, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola – IEA/Apta da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A maior alta foi do índice de produtos de origem animal (5,92%). Já o índice de produtos de origem vegetal apresentou variação positiva de 1,87%.

Entre os produtos pesquisados, 11 apresentaram alta nos preços (9 de origem vegetal e 2 de origem animal) e 9 sofrem queda (5 de origem vegetal e 4 de origem animal). Os aumentos mais expressivos ocorreram nos preços da batata (15,71%), da carne bovina (15,02%), do café (10,22%) e da carne suína (7,20%).

A menor oferta da batata, olerícola perecível, resultou em aumento significativo nos preços nas últimas semanas, dizem os pesquisadores José Alberto Angelo, José Sidnei Gonçalves, Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti.

As cotações da carne bovina continuam altas em função, de um lado, da entressafra (o período de seca produziu fortes impactos nas pastagens e reduziu a oferta de animais para o abate) e de outro do “ciclo plurianual”, que contribuiu com esta escassez de animais para o abate, afirmam os analistas. O aumento da massa salarial também pressiona a demanda, movimento que ainda explica a alta dos preços da carne suína no mercado interno.

Já os preços do café no mercado internacional subiram devido às pressões da demanda numa conjuntura de menores estoques. Os aumentos de preços ocorrem em patamares superiores à valorização da moeda brasileira, beneficiando os cafeicultores. De outro lado, no curto prazo, a formação de expectativas está precificando a escassez conjuntural, observam os autores da análise.

As quedas mais relevantes foram verificadas nos preços do tomate para mesa (25,23%), do feijão (15,09%), da carne de frango (6,86%), do arroz (5,57%), do leite C (5,02%) e da laranja para indústria (4,45%).

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