segunda, 23 de julho de 2018

Preço maior deverá elevar produção de açúcar

19 OUT 2010Por Eduardo Magossi (AE)03h:40



A produção de açúcar deverá ser priorizada pelo setor sucroenergético durante a próxima safra, 2011/12, que tem início em abril de 2011. De acordo com Plínio Nastari, presidente da Datagro, os produtores deverão reagir aos melhores preços do açúcar. “Enquanto os preços do etanol no mercado interno possuem um limite de crescimento, que é a sua paridade com os preços da gasolina, as cotações do açúcar estão livres para subir”, explica.
Segundo Nastari, os preços do etanol ao produtor já superam os registrados na safra anterior. “Nos últimos meses, a alta está sendo mais acelerada que o verificado no ano anterior”, disse. O sentimento é de que as cotações subam até a sua paridade com a gasolina. “O consumo mensal de etanol deve recuar em relação ao registrado no ano passado”, disse.
Os preços mais remuneradores para o produtor são um reflexo da maior capitalização do setor, através das exportações de açúcar, que criaram condições para que os produtores pudessem armazenar mais etanol. Além disso, a criação dos agentes de comercialização permitiu que usinas mais capitalizadas comprassem o produto de outras em dificuldades, impedindo que uma grande quantidade de etanol chegasse ao mercado.
Segundo o consultor, embora menos cana esteja sendo direcionada para a produção de etanol na safra atual, o abastecimento está garantido nos meses de entressafra devido, em parte, aos estoques que estão sendo feitos neste momento. “O setor terá estoques razoáveis no final da safra 2010/11”, disse ele. Para a Datagro, 56,9% da cana do Centro-Sul foi direcionada para a produção de cana ante 57,4% na safra passada. O mix do açúcar cresceu, no período, de 42,6% para 43,1%.
O consultor Plínio Nastari disse também que as exportações de etanol devem voltar a crescer a partir de 2012, principalmente para os Estados Unidos. “Neste ano, os Estados Unidos estavam com um excedente de produto, e até exportaram o produto. No próximo ano, o Brasil terá pouco excedente exportável, mas em 2012 o cenário será mais construtivo para a exportação”, disse Nastari.

Leia Também