sexta, 20 de julho de 2018

ALTERNATIVA À ENTRESSAFRA

Preço faz consumidor optar pelo frango

25 SET 2010Por 09h:28

Carlos Henrique Braga

O frango é a alternativa para o consumidor fugir dos preços altos dos cortes bovino e suíno. Em supermercados da Capital, as vendas cresceram cerca de 30%. O valor do quilo do peito sem osso (R$ 8,83), corte nobre do frango, representa 38,6% do valor da picanha (R$ 22,83), a predileta dos churrasqueiros.
Enquanto a falta de bois para abate, intensificada pela seca, elevou preços dos cortes em até 20% em Campo Grande, a carne da ave ficou apenas 0,61% mais cara, em média, segundo o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC-CG). O preço do pacote de coxa e sobrecoxa caiu 9,44% desde junho. Na contramão, o valor da costelinha suína teve elevação de 12,6%  entre junho e setembro.
Na entressafra do ano passado, o preço do frango teve alta de 8,8%, o que o tornou menos desejável ao consumidor perante preços da carne menos salgados do que em 2010. “Este ano a carne de boi subiu muito, o frango é mesmo a segunda opção”, analisa a dona de supermercado Neusa Maria Gonçalves. Suas duas lojas no Bairro Maria Aparecida Pedrossian vendem cerca de 30% a mais de frango.
O empresário Marcelo Lacerda reforçou o estoque de coxinha da asa para os churrascos de domingo, mas a carne bovina continua no espeto. “Não dá para abrir mão, custe o que custar”, admite. Diversificar a compra é comum entre os que não vivem sem carne vermelha. “Muita gente leva frango, ou até linguiça, mas não fica sem a carne de vaca”, conta o açougueiro Wagner Peter.

No limite
A produção de aproximadamente 500 mil frangos por dia está no limite, segundo o secretário de avicultura da Secretaria Estadual de Produção e Turismo (Seprotur), Rubens Flávio Correa.
Pelo menos 90% dela é vendida a outros estados para compensar o pequeno mercado interno. Valores pagos aos produtores reagiram nos últimos meses, graças ao consumo maior. “O produtor já está conseguindo pagar as contas”.
Soja e milho disponíveis em grande quantidade e bons preços diminuem custos. As maiores indústrias estão em Campo Grande, Dourados, Sidrolândia, Aparecida do Taboado e Caarapó.

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