Sexta, 22 de Junho de 2018

Preço elevado não impede venda em bairros

21 JUN 2010Por 08h:20
ADRIANA MOLINA

Empreendimentos em Campo Grande, como Shopping Norte-Sul, Residencial Alphaville e o novo Terminal Rodoviário têm valorizado regiões e dado oportunidade de bons negócios para quem coloca um imóvel à venda. A operadora de telemarketing Gabriela Marine da Silva é uma delas. “Há cinco anos tentei vender minha casa por R$ 17 mil e não consegui. Hoje, com a nova rodoviária aqui na frente, apareceu um comprador em três meses e estou fechando o negócio em R$ 70 mil”, conta a moradora do Bairro Betaville.

Os valores apontados por Gabriela revelam valorização de quase 312%. Segundo ela, no último ano, com a chegada do novo Terminal Rodoviário, a rua de seu imóvel, a Brigadeiro Thiago, localizada atrás do empreendimento, ficou extremamente visada. A região ainda é pouco habitada, há muitos terrenos vazios e, conforme os moradores, os preços da medida padrão, 10x30 metros, estão em torno de R$ 40 mil.

No Bairro Jóckey Club, a construção do Shopping Norte-Sul fez o mesmo. As cotações dos imóveis chegaram a dobrar nos últimos 12 meses com a edificação da estrutura que, para os moradores, trouxe mais segurança e benfeitorias à região.
O autônomo Wilson Fernandes não imaginava que isso iria acontecer e ainda tem recente na memória o bom negócio que deixou de fechar. Há um ano ele comprou uma casa na esquina de trás do local que até então ainda não abrigava o shopping. Pagou pelo imóvel R$ 155 mil e, em seguida, ofereceram a ele o terreno ao lado da casa, na esquina, por R$ 50 mil.

“Na época eu não quis, porque achei caro. Hoje, depois que o shopping foi construído e já tem até um supermercado, ofereci R$ 80 mil e o dono não aceitou; quer R$ 110 mil. Perdi um ótimo negócio e me arrependi”, conta. Já a casa, que há um ano foi adquirida por R$ 155 mil, hoje está avaliada em R$ 350 mil − cerca de 126% mais.

Em outro lado da cidade, no Bairro Nova Lima, a valorização chegou com a construção do residencial Alphaville e deve ser ainda maior depois da inauguração de um shopping que será construído pelo Grupo Jereissati, na mesma região. Só os terrenos ficaram dez vezes mais caros em menos de três anos. “Antes do residencial, aqui na frente, a média de preços de um terreno era de R$ 2,5 mil. Hoje você não acha por menos de R$ 25 mil”, afirma a massagista Edna Pereira de Souza.

A moradora ainda estima que, após a construção do empreendimento, numa área bem próxima ao Nova Lima, os terrenos alcancem até R$ 40 mil. “O lugar vai mudar com a chegada do shopping, vai ter mais estrutura e, com a melhoria, as casas vão ficar mais caras”, prevê a moradora que colocou à venda a casa em que mora por R$ 80 mil.

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