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Preço dos medicamentos puxa índice da inflação em Campo Grande

5 JUN 10 - 20h:51

Puxado pelo aumento nos preços de medicamentos, a inflação, em maio, registrou elevação de 0,25% em Campo Grande. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-CG), calculado mensalmente pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), da Universidade Anhanguera-Uniderp, verificou que o acréscimo médio nos valores dos remédios, no mês, foi de 1,52%, sendo os mais significativos nos antidiabéticos (10,87%); hipotensores e hipocolesterínicos (8,75%); e anti-inflamatórios e antirreumáticos (5,99%).

Segundo o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, a alta nos medicamentos já estava prevista e deveria ter ocorrido até antes do verificado. "O governo autorizou a mudança de preços nos medicamentos há mais de mês mas, muitas farmácias, talvez com estoques antigos, ainda não tinham repassado isso ao consumidor. Além disso, o frio é uma época na qual cresce a demanda por medicamentos e com isso os preços tendem a subir", explica.

Mas mesmo com remédios mais caros, a inflação de 0,25% em maio é positiva − a mais baixa do ano − o que significa que a medida do governo federal, de aumentar a taxa Selic tem surtido efeito. "De modo geral a situação está boa e deve ficar melhor daqui para frente, com tendência de estabilidade na economia", avalia o coordenador.

Além do grupo saúde, também inflacionaram alimentação (0,39%); habitação (0,14%); transporte (0,08%), educação (0,05%) e despesas pessoais (0,02%). Os produtos que mais subiram nesses grupos foram: batata (8,93%), cheiro-verde (8,17%), músculo (9,81%), acém (5,80%), máquina de lavar roupa (8,01%), fogão (7,77%), pneu (1,20%), gasolina (0,38%), absorvente higiênico (5,34%) e protetor solar (5,06%).

 

Deflação

Em maio, apenas o grupo vestuário apresentou deflação (-0,24%). Os produtos que registraram as quedas mais significativas foram: sapato masculino (-2,72%), vestido (-2,71%), e lingerie (-2,24%).

Acumulada

O IPC/CG acumulado na Capital, de janeiro a maio deste ano, chega a 2,96% e o índice dos últimos 12 meses é de 4,48%. O montante quase ultrapassa o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%, com tolerância de 2% para mais ou para menos. Já o do ano (cinco meses) atinge 66% do estimado. (AM)

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