Terça, 23 de Janeiro de 2018

Preço do pãozinho sobe 17% em Moçambique

27 AGO 2010Por 17h:15
     O preço do pãozinho vai subir 17% em Moçambique a partir de 1º de setembro. A Associação Moçambicana de Panificação (Amopão) informa que a decisão é justificada pelo acréscimo dos custos, principalmente da farinha de trigo, energia elétrica, água e do fermento.
                        Todos os tipos de pão devem ficar 1 metical (MT) - a moeda nacional - mais caro (R$ 0,05). Mas alguns revendedores  - conhecidos no país como ?depósitos de pão? - já elevaram os preços da unidade de MT 4,00 para MT 6,00.
                        Nos últimos meses, foi grande a oscilação do MT frente ao rand (R) sul-africano, o que afeta fortemente os valores dos produtos importados. Um rand (aproximadamente R$ 0,24) valia MT 3,72 em dezembro do ano passado. Agora já é negociado a MT 5,00.
                        Moçambique consome, em média, 485 mil toneladas de trigo por ano e 98% são importados. Nos últimos dois anos, graças às mudanças dos preços do petróleo no mercado internacional, o valor cobrado pelo frete por tonelada do trigo trazido para o país mais que dobrou.
                        Além disso, desde 2007 grandes secas têm afetado a produção do grão em países fornecedores, como a Ucrânia e a Rússia. A produção do Norte da África também foi afetada pelos mesmos motivos. Já na Austrália, foram as inundações que reduziram a safra e, consequentemente, causaram impacto no preço.
                        Em 2008, o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique iniciou estudos para substituir parte do trigo utilizado na fabricação de pão por mandioca, que já tem produção anual de 7 milhões de toneladas. A mandioca é o milho respondem, juntos, por metade da cultura de alimentos do país.
                        O consumo de trigo per capita na África é o mais baixo do mundo. Segundo o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), um africano compra, em média, 46,3 quilos (kg) do grão por ano. A média mundial é de 67 kg. O maior consumo está na Europa, 110,9 kg por habitante/ano. Na América do Sul, a média é de 55,7 kg.
                        

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