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Preço do pão francês deve subir até 7% em Dourados

12 ABR 2011Por Diário MS17h:42

O café da manhã dos douradenses pode ficar mais caro nas próximas semanas. Isso porque o preço do pão francês deve sofrer uma alta de 5% a 7%. Para os donos de padaria, a medida é praticamente inevitável, principalmente por conta da alta na energia elétrica.

Pelos cálculos do proprietário de padaria, José Roberto Ribeiro Junior, a conta de energia que costumava ser de R$ 6 mil deve sofrer um acréscimo de R$ 1,08 mil. “O aumento foi muito alto e de uma só vez, e ela não é como o trigo, por exemplo, que tem baixa em outros meses do ano para compensar, a energia sempre sobe”, acredita o comerciante.

A conta que vai chegar no final deste mês deve vir 17,49% mais cara. “A gente não consegue ficar sem energia e como há um monopólio no Estado, uma única empresa vende energia, não temos como comprar de outro fornecedor, então ficamos a mercê desse aumento. Infelizmente alguma coisa vai ter que ser repassada para o consumidor”, acrescenta Junior, que ainda não aumentou os preços dos produtos, mas prevê uma análise nas financias para o acréscimo de preço até o fim de abril.

O pão francês se mantém estável há pelo menos um ano e meio. “Como é um produto muito consumido e que atinge todas as classes sociais evitamos aumento nos preços para evitar que diminua a venda. Mas, apesar de ficar tentando minimizar para ficar mais atraente, dessa vez não vai dar, um aumento vai ser quase certo nos próximos 30 dias”, acredita Edvaldo Leite Dias, proprietário de uma padaria em que o pão é vendido à R$ 6,80 o quilo.

A alta na energia é o estopim de um setor que vem sofrendo aumentos constantes no preço dos insumos nos últimos seis meses. Dias calcula altas em diversos itens. Os embutidos, como presunto, queijo e azeitona, aumentaram em média 30%, as embalagens 10% e o trigo, só do começo do ano até agora, sofreu elevação entre 10% e 15%. Já o açúcar foi o que mais subiu, chegando a 50% no semestre.


A estratégia de Dias é desviar a perda de lucro com o pão francês levando o acréscimo a outros tipos de pão, como doce e caseiro, e também para produtos como o salgado, que já chegou a subir entre 20% e 30% porque leva muito embutido na composição e porque vende em menor quantidade que o francês. “O aumento do salário também faz diferença, é mais um gasto para a empresa. Já a energia nós ainda não sentimos, mas vai pesar daqui um mês”, acredita o proprietário, Dias, lembrando que as câmeras frias, freezers expostos, além de equipamentos internos de panificação são todos movidos a energia elétrica.
 

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