ECONOMIA

Preço do pão acumula alta de 7% com quebra de safra

Preço do pão acumula alta de 7% com quebra de safra
15/09/2010 13:48 -


ADRIANA MOLINA

O pão francês ficou 7% mais caro nos últimos dois meses em Campo Grande. O  preço do quilo ao consumidor passou de R$ 5,51, em média, para R$ 5,90 nas principais padarias e supermercados da Capital. Em decorrência da quebra da safra de trigo na Rússia, principal exportador mundial, e da falta do produto em outros países, a expectativa é de novos aumentos neste ano, já que o preço no mercado internacional acumula aumento de 51%.
A Rússia, um dos maiores exportadores de trigo, teve quebra de 27,4% na safra, caindo de 62 milhões para 45 milhões de toneladas. O decréscimo fez a região cancelar as exportações para outros países e até mesmo cogitar importação de trigo para atender à demanda do mercado interno.
Segundo o economista Normamm Kalmus, o cenário provocou entre junho e agosto a disparada de 51,77%  nos preços do produto no mercado internacional. “A ONU, inclusive, já anunciou que a situação fez aumentar em 5% os preços internacionais dos alimentos”, aponta.
Brasil
No País, o cenário não é um dos melhores. Em safras normais, só é produzido metade do que é consumido aqui. No ano passado, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima) foram produzidos 4,9 milhões das 10,1 milhões de toneladas consumidas, gerando importação de 5,2 milhões de toneladas.
E neste ano a tendência é de que a necessidade de importação seja ainda maior. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta redução na atual safra de 14,6%, que deve oscilar de 5,8 milhões de toneladas para 5 milhões de toneladas. Grandes produtores como Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram decréscimo de produção de 9% e 6,5%, respectivamente.
“O preço ao produtor não estava bom no início da colheita e muitos desanimaram e desistiram do plantio em algumas regiões do País. A seca prolongada também contribuiu para essa redução, influenciando na produtividade das plantas”, explica o superintendente regional da Conab, Alfredo Sérgio Rios.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".