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ECONOMIA

Preço do cimento cai e deixa construção mais barata em agosto

Preço do cimento cai e deixa construção mais barata em agosto
27/08/2010 18:33 -


ADRIANA MOLINA

O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou alta 0,22% em agosto. O percentual representa desaceleração no ritmo de aumento dos preços de materiais e mão de obra, que em julho, tiveram acréscimo de 0,62%. Em Mato Grosso do Sul, o cimento foi o responsável por deixar as obras mais baratas no mês, com redução nos preços de 12%, em média.
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio de Materiais de Construção (Sindconstru), Fábio Bigolin, o cimento foi nos últimos dois meses o maior vilão entre os materiais de construção no Estado. “Era o único item que estava em alta por conta de um problema de oferta em um dos nossos maiores fornecedores. Mas nas últimas semanas, a oferta começou a ser regularizada e os preços entraram em queda. A previsão é de que logo voltem os antigos patamares”, explica.
Até junho, o valor médio do saco de cimento em Campo Grande era de R$ 19. Em julho, em apenas 20 dias o material disparou, atingindo o pico de R$ 25, em média, nas lojas especializadas. “Hoje está em torno de R$ 22, com tendência de queda”, afirma Vinícius César dos Santos, gerente de uma empresa de materiais de construção da Capital.

Índice
De janeiro a agosto, o INCC-M ficou em 6,18% e, nos últimos 12 meses, 6,80%. Materiais, equipamentos e serviços subiram 0,38%, porém a variação é 0,10 ponto percentual inferior à do mês passado. No acumulado do ano, o aumento é de  4,51% e, nos últimos 12 meses, 5,18%.
A mão de obra ainda é o que mais pesa no orçamento da construção no acumulado do ano. No entanto, a contratação de pedreiros e outros profissionais do setor teve um decréscimo expressivo entre julho e agosto, passando de 0,77% para 0,06%. Desde janeiro, a taxa acumula alta de 8,02% e, nos últimos 12 meses, 8,57%.

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!