Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

REFRIGERANTES E ÁLCOOL

Preço de bebidas teve reajuste de até 32%

13 JAN 2011Por ADRIANA MOLINA00h:00

Levantamento feito pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), da Universidade Anhanguera-Uniderp, revelou que 80,8% das 47 bebidas pesquisadas em supermercados de Campo Grande sofreram aumento de preços no último semestre de 2010. Apenas nove ficaram mais baratas no período.

De acordo com o coordenador do Nepes, professor Celso Correia de Souza, os acréscimos oscilaram entre 0,32% e 32,86%, sendo o último, da aguardente Caninha da Roça (970ml), que saltou de R$ 4,92 para R$ 6,54 entre julho e dezembro.

Também foram pesquisados os preços da cerveja em lata, que teve maior acréscimo na marca Bohemia, de 18,75%; seguida da Kronenbier, com 16,27%; Antártica, com 13,66%; e Brahma, com 11,95%.

Uísques e vodkas tiveram variações maiores nas marcas Drury’s, com 0,69% e Smirnoff Triple Distiled (1000ml), de 5,93%. Já entre os refrigerantes, dos 12 pesquisados em embalagem de dois litros, 10 sofreram acréscimos. O que mais aumentou foi o guaraná Kuat, com 4,88%. Em seguida aparecem o guaraná Kuat light, com aumento de 4,46% e Sukita, com 4,45%. Fanta e Coca-Cola Light ficaram estáveis.  

Dos refrigerantes em lata (350ml), as nove marcas pesquisadas pelo Nepes apresentaram elevação de preços no período. Destacam-se a Pepsi, com 15,11%; Soda, com 13,60%; e Sukita, com 13,16%. Fanta e Fanta Uva foram as que registraram as menores variações: ambas de 0,43%.

Segundo Souza, não há explicação econômica para as altas, uma vez que a produção de cana-de-açúcar (no caso da água ardente) é recorde no País e as importações de malte estão regulares (no caso da cerveja) – o que não dificulta e reduz a produção, tornando a oferta mais escassa que a demanda; pelo contrário. “Somente a inflação no ano não justifica tamanho acréscimo. Na verdade, a indústria e o comércio aproveitaram o bom momento da economia e a chegada do período festivo para reajustar acima do normal”, avalia.

Quedas
Das nove bebidas que tiveram redução de preços no semestre, destacam-se a vodka Balalaika (965ml), com índice de -13,79%; o uísque Johnnie Walker Black Label, variando -4,42%; a águardente Pirassununga 51 (965ml) com -4,74%; e a cerveja Bavária (-1,88%). 

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