Segunda, 18 de Dezembro de 2017

sindicância

Precatório que bloqueou contas gera ‘caça às bruxas’ no município

21 FEV 2014Por DA REDAÇÃO12h:30

Após ter as contas temporariamente bloqueadas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), a Prefeitura de Campo Grande abriu sindicância para apurar quem foi responsável por “pular” a fila de pagamentos de precatórios do município. São investigados três pagamentos, realizados a Jackeline dos Reis Correa, Waldemir Jacem de Lina e Marize do Pilar Gomes. Segundo a sindicância, aberta ontem (20) por publicação no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), as quitações violaram a ordem oficial de pagamento, conforme reportagem de hoje (21) no jornal Correio do Estado. Os três processos são referentes a precatórios alimentares, determinados pelo Tribunal Regional do Trabalho.

A “furada” de fila foi o motivo de bloqueio das contas da prefeitura, no dia 31 de janeiro, por ordem do TJMS. Mesmo com a liberação no mesmo dia, o salário dos servidores municipais atrasou neste mês. “Estamos investigando todos que trabalharam no processo de pagamento”, revelou Luiz Carlos Santini, assessor jurídico do prefeito Alcides Bernal (PP).
Na sindicância serão ouvidas seis pessoas da Secretaria Municipal de Saúde Pública, Luciano Lopes (auditor especial), Renato Silva Santos (diretor do Departamento Administrativo), Jamílson Rosa Araújo (diretor do Departamento de Recursos Humanos), Francisco Edilson Magalhães (diretor do Departamento Financeiro), Kathia Regina de Souza Benevides Massad Castro (administradora) e Mabel Pimentel Vasconcelos (coordenadora da Coordenadoria de Controle Orçamentário do FMS).

Também serão ouvidos outros dois servidores, que atuam na Procuradoria-Geral do Município, que não tiveram os nomes revelados. “Se provado que qualquer um agiu de má-fé, será demitido a bem do serviço público”, comentou Santini. A sindicância será presidida pelo procurador jurídico Ismael Almada Filho, acompanhado pelas procuradoras Cacilda de Oliveira Flores e Samia Roges Jordy Barbieri. O prazo para o término da investigação é de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período. A matéria é assinada por Vinícius Squinelo.
 

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