Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

OBRIGATÓRIA

Postos de combustíveis têm até dia 30 para responder pesquisa da ANP

18 NOV 2010Por DA ASSESSORIA09h:00

Proprietários de postos de combustíveis têm até o dia 30 de novemnbro para responder à pesquisa obrigatória do Plano de Abastecimento de Óleo Diesel de Baixo Teor de Enxofre (DBTE). Resolução ANP Nº 26 indica que quem não responder ao questionário estará sujeito às penalidades previstas na Lei nº 9.847.

Com a pesquisa, a ANP pretende mapear o interesse da revenda em comercializar o diesel de baixo teor de enxofre - os chamados S10 e S50 (com, respectivamente, 10 e 50 partes por milhão de enxofre) - e assim saber se haverá um número suficiente de postos ofertando o produto, de forma a permitir que os veículos novos comercializados a partir de 2012 possam circular por todo o País, sem o risco de não conseguir abastecer.

“O mais importante nesse momento é tomar a decisão se vai comercializar ou não o produto. E, para isso, é preciso analisar se há tanques e bombas disponíveis no posto para receber esse novo combustivel: tenho equipamento ocioso? Posso substituir algum produto que comercializo atualmente? Vou precisar fazer reforma? É necessário também avaliar se o tanque que irá receber o produto tem muitos depósitos, porque S10 e S50 são bastante sensíveis”, destaca o diretor de Postos de Rodovia da Fecombustíveis, Ricardo Hashimoto.

Até o início desse mês, pouco mais de 50% dos empresários tinham se manifestado, índice considerado muito baixo. De acordo com a

Até o dia 4 de novembro, 20.844 postos em todo o País haviam respondido à pesquisa, num universo de quase 38 mil.

Segundo o presidente do Sinpetro, Mário Shiraishi, a pesquisa não tem caráter vinculante, ou seja, quem declarou ter intenção de comercializar pode mudar de ideia depois e não vender S10/S50 – especificação técnica do diesel com baixo teor de enxofre. Da mesma forma, aqueles que disseram não ter intenção de ofertar o produto também podem começar a vendê-lo posteriormente.


Tanto o S10 quanto o S50 requerem tanques e bombas segregados e devem ser comercializados, concomitantemente, ao S500 ou S1800, que continuarão sendo utilizados nos veículos antigos. “A expectativa é por uma demanda inicial baixa. Apesar disso, pode ser interessante para o revendedor oferecer o produto para não decepcionar sua clientela que comprará novos caminhões ou para atrair novos consumidores”, ressalta Hashimoto.

Se há o interesse em comercializar o produto, mas o posto não tem estrutura disponível, é preciso correr contra o tempo. Afinal, instalar novos tanques implica enfrentar toda a burocracia do licenciamento ambiental, o que, em alguns estados, significa que, se o processo não for iniciado agora, não haverá tempo hábil.

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