terça, 17 de julho de 2018

SAÚDE

Porque alguns remédios não funcionam?

16 NOV 2010Por DA REDAÇÃO19h:00

Um dos maiores gargalos da indústria farmacêutica está no controle dos polimorfismos nos medicamentos, a tendência de uma substância se cristalizar em diferentes estados. A sua presença em um mesmo fármaco pode alterar algumas propriedades físico-químicas da substância, como a solubilidade, afetando o seu perfil de dissolução. Quando não controlados, os polimorfismos podem interferir no efeito terapêutico, não produzindo a ação esperada.

Mas uma pesquisa realizada no Instituto de Química da Unicamp propõe uma nova metodologia que, com a ajuda da espectroscopia Raman, é capaz de identificar os polimorfos, ou tipo de cristais, presentes nos fármacos, de maneira a melhorar a etapa de controle de qualidade.

Quimiometria
O método, que também utiliza a quimiometria – o uso de conceitos matemáticos e computacionais para extrair informação da técnica espectroscópica que usa luz - se mostrou mais eficiente e mais simples que os disponíveis no mercado.

O químico Werickson Fortunato de Carvalho Rocha realizou a parte experimental de sua pesquisa com dois fármacos fornecidos pelo SUS, a carbamazepina, um antipsicótico epilético, e o piroxicam, um anti-inflamatório.

O trabalho teve orientação de Ronei Jesus Poppi, que coordena linha de pesquisa sobre controle de qualidade de fármacos e quimiometria.

Os primeiros resultados se mostraram encorajadores. A expectativa é de que essa metodologia em breve entre em escala comercial, uma vez que ela se mostrou eficaz no controle desse problema reincidente da indústria farmacêutica brasileira.

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