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Campo Grande - MS, sábado, 17 de novembro de 2018

Por memória de filha, Clodoaldo Silva cogita adiar aposentadoria

28 AGO 2012Por terra01h:00

Até as vésperas da viagem para Londres, onde disputa a partir de quarta-feira os Jogos Paralímpicos de 2012, o nadador Clodoaldo Silva tinha uma certeza: se aposentaria em 9 de setembro, último dia de evento. A emoção que sentiu junto aos colegas e até rivais - e principalmente a possibilidade de ficar para sempre na memória da filha como atleta paralímpico - fizeram a cabeça mudar, colocando no ar uma grande indecisão.

"Até antes da Paralimpíada eu tinha certeza que eu ia parar, mas aí eu vi que tanto a equipe quanto as pessoas estavam ao meu lado e eu fiquei com gostinho de quero mais. Principalmente por receber um convite muito especial da minha esposa. Temos uma filha de oito meses que se chama Anita. Ela não vai me ver competir e não vai se lembrar de nada aqui, mas se eu for em 2016, vai estar. Então isso me emocionou, me deixou pensativo", contou Clodoaldo nesta segunda-feira.

A indecisão aumentou quando, em uma reunião de delegação, o nadador manifestou o desejo de parar, mas recebeu o apoio de outros atletas - até aqueles com quem tem certa rivalidade por competir contra, como André Brasil. Após a cerimônia de hasteamento da bandeira brasileira na Vila Paralímpica, Clodoaldo comentou que se emocionou muito, o que faz com que sua dúvida chegue a ser dolorida.

"A Paralimpíada, para mim, vai começar daqui a três dias, e eu só quero pensar nela. Quando acabar eu vou pensar. É uma decisão que, se eu tiver um pior inimigo, eu não quero que essa decisão seja para ele, porque é muito difícil", contou o nadador, dono de seis medalhas de ouro, cinco de prata e duas de bronze, conquistadas ao longo de três Paralimpíadas.

"O pensamento de me aposentar é porque eu recebo vários convites para poder estar fomentando o movimento paralímpico fora da água. Meu grande dilema e meu grande desafio é que eu quero fomentar o movimento paralímpico fora da água, mas se eu conseguir dentro, por que não conciliar?", indagou Clodoaldo. Essa questão começará a ser resolvida dentro de três dias, quando a Paralimpíada terá início.

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