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Popó não concorda com desclassificação

Popó não concorda com desclassificação
27/01/2014 08:30 - G1


Tetracampeão mundial de boxe, Acelino Popó Freitas acompanhou a estreia de Yamaguchi Falcão no boxe profissional da primeira fileira. Dias antes, o ex-pugilista deixou claro que a migração do medalhista olímpico para essa nova empreitada era importante para a reconstrução da imagem do boxe brasileiro. Popó só não esperava que logo o debute do capixaba fosse terminar em uma desclassificação dos dois lutadores quando ambos trocaram socos após o soar do gongo, e Martin Rios inclusive cuspiu em direção ao árbitro. Para o baiano, o juiz José Bezerra poderia ter tido mais bom senso, penalizando ambos e tentando apaziguar os ânimos.

- A luta estava quente, os caras entraram muito pesados. Toda a mídia nacional e internacional estavam voltadas para essa luta. Ele poderia ter um pouco mais de paciência. Podia ter desclassificado os córners que entraram na confusão. Poderia ter tirado um ponto do argentino, que cuspiu. E os dois se agrediram, é fato, depois do gongo batido. Mas o argentino, por ter cuspido, é uma agressão muito grande para o esporte - disse Popó.

Para Popó, a confusão mancha a tentativa de reorganização do boxe profissional brasileiro e poderia ter sido evitada.

- Isso mancha o esporte. É uma luta que nem precisa de revanche. Nenhum dos dois vai ganhar nada para isso. Precisam colocar Yamaguchi com caras que estão começando. Colocaram ele contra um cara que era invicto, catimbeiro. O argentino já é catimbeiro por natureza. E você pega um cara que está estreando, então você precisa colocar uma cara que está começando também. Não que Yamaguchi não tenha talento, tem muito, mas foi uma falha. Ele precisa começar fazendo a escadinha dele, pegando experiência. Faltou experiência para ele, que entrou na catimba do argentino - frisou Popó.
boxe Yamaguchi falcão (Foto: Thierry Goozer)José Bezerra não teve sua escolha aceita por Popó e Antônio Bernardo (Foto: Thierry Gozzer)

Presidente do Conselho Nacional de Boxe (CNB) e representante da Organização Mundial de Boxe (OMB) no Brasil, Antonio Bernardo Soares também não concordou com a escolha do árbitro José Bezerra. Ele, porém, deixa claro que a decisão do juiz é soberana e não pode ser revertida.

- Foi uma luta tumultuada. O Yamaguchi deu uma cabeçada no primeiro assalto, depois o argentino retrucou. Você vê claramente vários golpes na nuca dos dois lados. Os técnicos brigaram... Se sou o árbitro, não desclassifico. Voltava no assalto, tirava pontos dos dois, e continuava. Lá na frente, se tivesse mais problema do que esse, aí sim a desclassificação. Existe um país inteiro assistindo a luta, todo o público. Foi uma decisão totalmente errada. Como você desclassifica no segundo assalto? A decisão dele, porém, é soberana. Juridicamente, o que o árbitro fez, está feito. Não fica como luta sem resultado, mas sim desclassificação. São 17 resultados possíveis no boxe profissional, a desclassificação é uma delas - explica Antônio Bernardo Soares.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".