quarta, 18 de julho de 2018

CENTROS COMERCIAIS

Ponto em shoppings custa até R$ 90 mil

10 JAN 2011Por Carlos Henrique Braga00h:00

Novos shoppings vão abrir 1,2 mil espaços para lojas até o fim do ano que vem em Campo Grande, oportunidade de investimento por trás do balcão ou em casa, recebendo o aluguel. Quem comprou cedo lucra com o aumento de preços mesmo antes da inauguração, quando o valor do metro quadrado é reajustado.

O popular 26 de Agosto deve mudar de preços três vezes antes da inauguração, em agosto deste ano. Ele está na lista dos novos centros de compras, onde os valores de um ponto de 40 m² variam de R$ 45 mil a R$ 90 mil, fora gastos mensais que podem chegar a R$ 7,6 mil. Se o espaço for maior, como os de restaurantes, aluguel, condomínio e despesas com publicidade e promoções podem beirar os R$ 12 mil por mês, em shopping para todos as classes, e o ponto, em torno de R$ 160 mil.

O Correio do Estado apurou preços e condições de pagamento em três deles: Norte-Sul Plaza, na Avenida Ernesto Geisel, com previsão de abertura total em março; 26 de Agosto; e Bosque dos Ipês, na saída para Cuiabá, que deve entrar em operação em novembro de 2012, e aposentou, no ano passado, a ideia de chamar-se Iguatemi. A comercialização das lojas está adiantada nos dois primeiros, mas o Bosque, que terceirizou as vendas, ainda trabalha com estimativas aproximadas.

Os empreendimentos em construção ampliaram o leque de opções na cidade, por décadas dependentes de um único grande shopping, o Campo Grande, inaugurado em 1989, e que também passará por reformas para expandir a área de lojas e enfrentar a concorrência. O maior investimento é o ponto. No 26 de Agosto, que terá 550 lojas voltadas às classes de menor poder de "fogo", acostumadas a ir ao centro para fazer compras, o espaço de 40 m² sai por R$ 45 mil, mas, segundo o vendedor, subirá para R$ 59 mil até o fim deste mês, financiados em até 48 vezes, com juros (veja detalhes no quadro).

O 26 não cobra fundo de promoção — "caixinha" que o administrador cobra dos locatários para publicidade e campanhas de estímulo ao consumo, como os carros sorteados no Natal — e tem valores de aluguel e condomínio reduzidos (R$ 1,2 mil). O grupo paulista Saad, que o constrói, também é responsável pelo Cidade Morena, voltado às classes média e alta, que só deve começar a comercialização quando acabar a do centro popular.

Norte-Sul Plaza e Bosque dos Ipês, de investidores cariocas e cearenses, miram em todos os públicos. Por isso, seu poder de atrair quem gasta mais pode compensar maiores desembolsos com espaço e custos mensais. O ponto de cerca de 40 m² sai, segundo vendedores, entre R$ 80 mil e R$ 90 mil. O primeiro, quase pronto, tem mais de 90% da área vendida, enquanto o outro está no início da construção, em obras de fundamentação, segundo o engenheiro responsável, Paulo Medina. Gastos mensais são aproximados, entre R$ 6 mil e R$ 7,6 mil, para o Bosque, que ainda não informa valores com exatidão.

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