Campo Grande - MS, quinta, 16 de agosto de 2018

Estrada Parque Pantanal

Ponte se rompe e moradores do Passo do Lontra ficam ilhados

17 MAR 2011Por Laís Camargo com Diário Online16h:25

Nesta manhã a ponte 5, ou vazante 5 como também é chamada, se rompeu e aumentou a inundação no trecho do Buraco das Piranhas, na Estrada Parque. Ontem o Portal Correio do Estado apurou a situação em que estavam as estradas que dão acesso ao Pantanal e o rompimento da ponte aumenta o isolamento da população pantaneira.

A  Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) informou que os moradores do Passo do Lontra estão ilhados. Equipes da Agesul se dirigem para a região. Lá eles vão montar uma força-tarefa para tentar recuperar a ponte e garantir condições de tráfego.

Ontem houve a necessidade de interdição de 33 quilômetros da Estrada Parque Pantanal Sul entre o rio Miranda até a Curva do Leque (MS-184). O grande volume de água - proveniente da cheia nos rios pantaneiros - encobriu a via tomando conta da pista. Com isso as condições de trânsito de veículos ficaram comprometidas.

No final da tarde a situação se agravou com o rompimento das cabeceiras de três pontes, nas proximidades da Fazenda Boa Sorte, na MS-184.

Com 120 quilômetros de extensão, a rodovia, que compreende a MS-184 e a MS-228, é a principal via de ligação entre a região do Pantanal da Nhecolândia e Corumbá. Além de ser a principal rota para o setor pecuário, o turismo contemplativo é atrativo para quem transita pela Estrada Parque.

"O problema agora é bem mais grave do que a gente possa imaginar; como proprietário da região, o que não queria era isso. Como que fica agora para levar a subsistência para a região? Não só do Passo do Lontra, mas da Nhecolândia. Ficou tudo isolado, até as pistas de pouso estão cobertas de água", analisa João Júlio Dittmar, 65 anos, médico, criador de gado e pantaneiro desde os 5 anos de idade.

Mas o Pantanal é uma planície alagada, que tem períodos de cheia todos os anos. Seria normal se não fosse a velocidade e intensidade com que aconteceu dessa vez. "A água chegava devagar, a pastagem do Pantanal, o felpudo, cresce acima da água e o gado sai para pastar com água pela barriga, mas esse ano não sobrou parte seca para o gado voltar e a água ultrapassou o crescimento do pasto", conta João Júlio.

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