Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

Política da atenção à saúde do homem quer mudar cultura sobre medicina preventiva

25 MAI 2008Por 11h:46
     

Mudar a cultura do homem em relação à medicina preventiva é o grande desafio da Política Nacional de Promoção e Atenção à Saúde do Homem, que será lançada em agosto. De acordo como o diretor de Qualidade Existencial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Emílio Cezar Zilli, os homens brasileiros acreditam que têm toda a força e poder para escapar das doenças degenerativas que chegam com a idade.

O comodismo, a vergonha e até o medo de descobrir alguma doença faz com que não freqüentem os ambulatórios de atendimentos como as mulheres. Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2007, as mulheres se submeteram a cerca de 17 milhões de consultas preventivas, enquanto 2,7 milhões de homens procuram os médicos para exames regulares.

Segundo o diretor da SBC, a cultura dos homens brasileiros de procurar o médico somente quando estão doentes faz com que cerca de 40% das mortes sejam ocasionadas por doenças cardiovasculares. Ele alerta que, para aumentar o número de atendimentos a homens nos ambulatórios, é preciso mais investimento no setor.

Com informações da Agência Brasil

Leia Também