Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

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Policiais são presos por ligação com prostitutas

26 OUT 2010Por MADRI01h:45

 

A polícia espanhola prendeu ontem um coronel, um delegado e um membro da polícia nacional (equivalente à Polícia Federal do Brasil) acusados de envolvimento com uma rede de prostituição brasileira. As detenções de ontem deram início à segunda fase da chamada Operação Carioca, iniciada no final de 2009, na qual já foram detidas mais de 50 pessoas.
 
Além do coronel José Herrera, chefe da Guarda Civil da província de Lugo (noroeste do país), já foram presos na operação o assessor do governo local, Jesus Otero, e funcionários públicos do departamento de imigração da província local. Ao menos 11 ou 12 militares de diversas patentes foram indiciados na organização, que enviava mulheres brasileiras para cinco prostíbulos em Lugo.
Segundo a polícia, a Operação Carioca foi desatada depois que surgiram suspeitas de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de prostitutas brasileiras.
 
Cárcere privado
A quadrilha aliciava mulheres de diversos Estados brasileiros para trabalhar nos prostíbulos das cidades de Outeiro do Rei e Ribadeo, na província de Lugo. De acordo com declarações das prostitutas, elas estavam sob cárcere privado, sofriam ameaças de agressões físicas e recebiam falsas promessas de regularização de seus documentos na Espanha.
 
Os detidos são acusados de delitos contra os direitos dos trabalhadores, contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, indução à prostituição, tráfico de drogas, formação de quadrilha, porte ilegal de armas, agressão sexual, revelação de segredos de Estado e falsificação de documentos, entre outros.
 
Policiais e militares estariam também desrespeitando os estatutos internos de conduta e poderiam ser julgados por um tribunal especial. A Operação Carioca ainda não foi concluída. Segundo a polícia, pelo menos um suspeito, cujo cargo e patente não foram divulgados, continua sendo procurado.
 
Além de realizar a lavagem de dinheiro por meio de empresas espanholas, a polícia acusa os indiciados de patrocinar pequenos eventos esportivos e festas populares. Lutas de boxe, torneios de futebol na cidade de Ourense (próxima a Lugo) e as festas de São Froilán, padroeiro de Lugo, foram supostamente financiados pelos donos dos prostíbulos.

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