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Campo Grande - MS, domingo, 18 de novembro de 2018

Policiais do Bope ganharão capacetes que resfriam o cérebro

4 SET 2012Por TERRA23h:00

Os homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro vão contar com uma proteção a mais em suas atividades. O neurocientista Renato Rozental vai adaptar um dispositivo de resfriamento cerebral aos capacetes usados pelos policiais. O acordo de cooperação técnico-científica foi assinado, em agosto, com a Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Desenvolvido após 20 anos de pesquisa, o protótipo impede que as lesões no cérebro aumentem, dando mais tempo para a transferência e socorro adequado ao policial atingido. De acordo com Rozental, o dispositivo será ativado pelo militar que estiver próximo ao colega ferido. Gases são injetados em válvulas que resfriam o cérebro, diminuindo a pressão intracraniana. "É como se colocássemos gelo no local da lesão, impedindo a propagação do edema", disse o neurocientista.

Os estudos sobre a temperatura no interior do cérebro tiveram apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), ligada à Secretaria de Ciência e Tecnologia, que liberou verba de R$ 450 mil por meio do edital Pensa Rio. Após a assinatura do convênio, o projeto passa agora por uma fase de testes para chegar à definição de qual será o melhor protótipo para os homens do Bope.

"Precisarei de cerca de um ano para fazer simulações e chegar ao melhor protótipo para, depois, executá-lo. Esse processo é custoso. Depois que ele estiver definido, fica mais fácil reproduzi-lo", afirmou Rozental.

O neurocientista negocia com o Ministério da Saúde e o Ministério da Defesa um acordo para produzir toucas com o mesmo dispositivo de resfriamento, porém mais flexíveis, que serão utilizadas em vítimas de acidentes em que ocorra traumatismo cranioencefálico e também em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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