Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

INVESTIGAÇÃO

Polícia prende casal suspeito de degolar mulheres em bairro da Capital

8 DEZ 2010Por NADYENKA CASTRO e vânya Santos07h:20

A esteticista Lorraine Roryz Silva, de 27 anos, e o ex-presidiário Cristhian Rampagne Castedo estão presos suspeitos de envolvimento na morte de Regina Bueno França, 40 anos, e Cláudia de Araújo Mugnaíne, 34 anos. As duas foram encontradas degoladas no dia 1º de dezembro, na casa de Cláudia, no Jardim Tijuca, em Campo Grande. A principal linha de investigação, segundo fontes do Correio do Estado, é de que os crimes foram motivados por queima de arquivo.

Outra versão, ainda não confirmada pela polícia, é de que a esteticista teria sido a mandante do assassinato por vingança. Depois de presa, Lorraine foi encaminhada para uma das celas da 5ª Delegacia de Polícia, no Bairro Piratininga. A transferência ocorreu porque as celas da 6ª Delegacia, no Tijuca, onde está Cristhian, estão localizadas uma do lado da outra e a polícia não queria que os acusados tivessem qualquer tipo de contato.

Cristhian teria executado as mulheres em companhia de um outro homem ainda não identificado. O suspeito, que reside no Bairro Aero Rancho, estava em liberdade condicional depois de ter cumprido pena em Corumbá.

A Polícia Civil não fala sobre o caso, que é tratado como sigiloso, mas adiantou que amanhã haverá entrevista coletiva para repassar o andamento das investigações. Diz apenas que as investigações prosseguem, estão avançadas e que "em breve" serão concluídas.

 O crime
A estudante de Direito Regina e a cabeleireira Cláudia tinham apenas o ferimento no pescoço. Segundo informações, elas foram amarradas, asfixiadas e posteriormente degoladas. Cada corpo estava num quarto da casa. Pela residência havia manchas de sangue e pegadas de chinelo e de coturno. Não havia sinais de arrombamento no imóvel porque os assassinos teriam aproveitado o momento em que as vítimas foram até a residência buscar algo que esqueceram e abordaram as amigas quando entravam na casa.

Os cadáveres foram encontrados na tarde de quarta-feira. Familiares perceberam o desaparecimento das duas e acionaram os policiais, que entraram na casa com ajuda de um chaveiro. Antes disso, vizinhos disseram ter visto a Polícia Civil e a Polícia Militar duas vezes em frente à residência de Cláudia: pela manhã para averiguar denúncia de carro abandonado e por volta do meio-dia para guinchar o veículo. O automóvel era de Regina. Estava estacionado em frente ao imóvel, com os vidros abertos e portas destrancadas.

 PCC
A estudante de Direito Regina é a segunda testemunha do processo que acusa a advogada Alisie Pockel Marques da prática de falsificação de documento público, morta. Alisie já esteve presa várias vezes, uma delas em 23 de agosto de 2006, sob a acusação de dar apoio a organizações que comandavam crimes de dentro de presídios, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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