Sexta, 22 de Junho de 2018

Polícia paraguaia prende dois chefões do narcotráfico

27 DEZ 2009Por 20h:30
     

EDILSON JOSÉ ALVES

Dois dos mais importantes traficantes da fronteira do Brasil com o Paraguai, o brasileiro Jarvis Gimenes Pavão e o paraguaio Carlos Antônio Caballero, que seria chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região, foram presos numa operação desencadeada ontem pela manhã pelos agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). Eles foram presos em um hotel fazenda em Yby Yaú e depois de trazidos para Pedro Juan Caballero, na divisa com Ponta Porã, foram transferidos para Assunção em um helicóptero enviado pelo presidente da República, Fernando Lugo.

        

Segundo as informações da Senad do Paraguai, ainda era madrugada quando os agentes fortemente armados invadiram o hotel fazenda "El Hotel", localizado a cerca de 25 quilômetros da fazenda Quatro Filhos, que é de propriedade do brasileiro Jarvis Gimenes Pavão, no lado paraguaio da fronteira. O local, segundo as autoridades paraguaias, era utilizado como base secreta para fazer o planejamento das ações tanto da quadrilha do brasileiro, como do paraguaio Carlos Caballero, que seria o responsável pela organização do PCC naquele país. Os dois teriam ligações com o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

O promotor de justiça criminal, Francisco de Vargas, disse que é preciso analisar bem o local onde os dois criminosos ficarão presos. Ele disse que não é recomendável que sejam enviados para a Penitenciária de Tacumbú, a maior do país, e nem para as celas do Grupamento Especializado. Vargas teme que os criminosos possam articular uma fuga, como já aconteceu com outros grandes traficantes que subornaram agentes penitenciários e saíram pela porta da frente dessas unidades prisionais no Paraguai.

        O promotor disse que durante a operação policial, foi apreendido em poder dos dois acusados um verdadeiro arsenal de guerra. Entre as armas recolhidas estão três fuzis de guerra, pistolas automáticas, 37 milhões de guaranis, valor equivalente a cerca de R$ 16 mil; além de R$ 4,5 mil em espécie e US$ 9 mil. Francisco de Vargas disse que as prisões de Pavão e Caballero só foram possíveis depois de anos de investigações. Os dois tinham ordem de captura internacional e poderiam ser presos tanto no Brasil como no Paraguai.

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