sexta, 20 de julho de 2018

Polícia investiga participação de suspeito da morte de Eliza em outros homicídios

13 JUL 2010Por 06h:45
     

                        A polícia de Minas Gerais investiga a participação do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos -- suspeito de matar Eliza Samudio - em outros dois homicídios. Os crimes teriam sido cometidos no mesmo sítio da Região Metropolitana de Belo Horizonte onde foram feitas as buscas para localizar os restos mortais da ex-namorada do goleiro Bruno.

                        Mesmo exonerado da polícia, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, nunca deixou a atividade de lado. É o que revela um novo vídeo. Nele, Bola aparece armado, com farda igual à usada pelos agentes do Grupo de Resposta Especial (GRE) da Polícia Civil Mineira.

                        ?Bola tinha uma função também de ministrar o curso. A função dele era de adestramento?, conta um ex-aluno do curso.

                        As imagens foram feitas em 2008, 16 anos após ter sido expulso da corporação. Bola, ou Paulista (como também é conhecido) é suspeito de ter matado de forma cruel Eliza Samudio. Os cursos, no sítio alugado por ele, eram dados por Júlio César Monteiro, então coordenador do GRE.

                        ?Quando chegou a nosso conhecimento de que esse cidadão Bola não era policial, nós rapidamente chamamos o subinspetor, tivemos uma conversa e decidimos então por retirar o Bola?, diz o inspetor de polícia Júlio César Monteiro de Castro.

                        Mas em outro vídeo, Bola é tratado como um policial: ?Convidamos o agente Marcos Aparecido dos Santos?. Ele ainda recebe um troféu das mãos de Júlio Monteiro.

                        O sítio, em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte, é o mesmo onde foram feitas buscas por restos mortais da ex-amante do goleiro Bruno. O local também é alvo da corregedoria da Polícia Civil. A suspeita é de que seria um ponto de desova de corpos.

                        Os crimes seriam praticados por grupos de extermínio. A acusação é de que ex-integrantes da tropa de elite da Polícia Civil teriam torturado e matado dois jovens. Os corpos teriam sido esquartejados e queimados dentro do sítio.

                        A execução dos jovens seria semelhante a de Eliza Samudio. Ontem, quatros suspeitos de terem participação na morte da modelo foram interrogados. Para a polícia, o depoimento de Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, teria contribuído com as investigações. A expectativa é que Macarrão e o goleiro Bruno, que teria passado mal na cadeia, possam ser ouvidos nesta terça-feira.
                         

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