terça, 17 de julho de 2018

ORIGEM PARAGUAIA

Polícia flagra carretas levando contrabando para comércio de SP

26 NOV 2010Por karine cortez01h:30

Equipes da 4º Delegacia de Polícia de Campo Grande apreenderam duas carretas carregadas com mercadorias contrabandeadas que seguiam de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, para São Paulo. Os produtos, brinquedos, roupas e cadeados, avaliados em U$ 100 mil, seriam distribuídos a comerciantes da Rua 25 de Março para serem vendidos no período que antecede o Natal. No momento da abordagem Cristiano Bresolin dos Santos, 32 anos, dono da transportadora responsável pela carga e que atuava como batedor para os motoristas das carretas tentou corromper os policiais oferecendo a quantia de R$ 30 mil para a liberação dos veículos.

O irmão de Cristiano, Cleber Bresolin dos Santos, 30 anos, também foi preso juntamente com os motoristas das carretas Uadi Chaiben Neto, 31 anos, e Dioni Fontanella, 29 anos. De acordo com o titular da 4ª delegacia das Moreninhas, Wellington de Oliveira, o serviço de inteligência detectou que os produtos passariam por Campo Grande e que seguiriam para São Paulo. Em campana, na saída para Três Lagoas, os agentes conseguiram interceptar os veículos e efetuar a prisão da quadrilha.

Organização
O delegado explicou que a quadrilha era extremamente organizada e dispunha de dois batedores, que seguiam em carros diferentes, um Gol conduzido por Cristiano, e uma Parati dirigida por Cleber, para vigiarem os trechos da rodovia por onde a carga passaria. Ainda, segundo ele, os motoristas só tomavam conhecimento da carga e da fraude no momento de carregar os caminhões. “Um frete desses sairia por R$ 200 e eles pagavam até R$ 800 aos motoristas”, explicou Wellington. “Eu aceitei fazer o serviço, porque estava com algumas dívidas e precisava de dinheiro”, disse Dioni.

Para realizar a abordagem os policiais montaram campana e ao avistarem as carretas, na BR-262, saída para Três Lagoas, próximo ao Posto Locatelli, fizeram a interceptação. “Eles não tiveram como fugir. Chegaram a apresentar notas fiscais falsas na tentativa de nos convencer de que haviam recolhido todos os tributos. Mas, se fossemos calcular o valor das mercadorias pelo que estava especificado nas “notas” cairia de U$ 100 mil para R$ 10 mil”, enfatizou.

Apreensões
Além da mercadoria e dos veículos a polícia também apreendeu cerca de R$ 18 mil em poder dos integrantes da quadrilha. A maior quantia estava com Cristiano, R$ 14 mil. Todos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, contrabando e falsidade ideológica por terem apresentado notas falsas. Apenas Cristiano foi enquadrado também no crime de corrupção ativa por tentar subornar a polícia.

 

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