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Polícia Federal faz devassa em casas de acusados de corrupção

14 FEV 10 - 04h:45
A Polícia Federal cumpriu ontem 41 mandados de busca e apreensão da operação Caixa de Pandora, nas casas dos envolvidos no esquema de corrupção comandado pelo governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). Segundo a PF, residências de 18 pessoas foram vasculhadas por decisão judicial, mas não divulgou os endereços onde esses mandados estão sendo cumpridos nem o nome dos envolvidos. A ação envolve pessoas ligadas ao governador, como o ex-chefe de gabinete de Arruda Fábio Simão. A residência do policial aposentado Marcelo Toledo também teria sido vasculhada. Toledo aparece em imagens gravadas pelo ex-secretário Durval Barbosa (Relações Institucionais) e faz referência ao governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM). No mês passado, o policial conseguiu um habeas corpus para permanecer calado em depoimento à Polícia Federal sobre o esquema. Inicialmente, circulou a notícia de que a Polícia Federal teria realizado busca e apreensão na casa do procurador- geral de Justiça do Distrito Federal, Leonardo Bandarra. A informação não se confirmou. A confusão foi provocada porque Bandarra é vizinho de Toledo. Essa é a quarta vez que a Polícia Federal realiza busca e apreensão da Operação Caixa de Pandora, deflagrada no dia 27 de novembro, e que investiga o esquema de corrupção. Na quinta-feira, quando Arruda foi preso por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), a PF vasculhou a residência oficial de Águas Claras, a casa particular de Arruda e o Buritinga, sede provisória do governo em Taguatinga. Arruda é acusado de tentativa de suborno a testemunha do mensalão do DEM, mas nega participação. Outras cinco também estão presas na penitenciária da Papuda. São eles o ex-diretor da CEB (Companhia Energética de Brasília) Haroaldo de Carvalho, o sobrinho e assessor de Arruda (sem partido) Rodrigo Arantes, o ex-secretário de Comunicação do DF Welington Moraes e o servidor aposentado do DF Antônio Bento. O ex-deputado distrital Geraldo Naves foi transferido ontem. Todos são acusados de participarem da tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Edson Sombra. O esquema foi denunciado pelo ex-secretário Durval Barbosa em troca do benefício da delação premiada. Durval gravou vídeos mostrando Arruda, deputados distritais e empresários recebendo dinheiro da suposta propina. Em depoimento ao Ministério Público, Durval disse que Arruda teria recebido R$ 3 milhões e o vicegovernador, pelo menos, R$ 200 mil. Após a prisão, o vice Paulo Octávio assumiu o comando do DF. Contra ele, a Câmara Legislativa do Distrito Federal recebeu na última sexta-feira quatro pedidos de impeachment. Dois pedidos vieram de partidos – PT e PSB – e outros dois da CUT (Central Única dos Trabalhadores) do DF e da OAB-DF (Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil).
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