Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

Polícia e juiz defendem a necessidade de extradição de Jarvis Pavão

8 OUT 2010Por 01h:26

A Polícia Federal do Rio Grande do Sul e o juiz federal Odilon de Oliveira, de Campo Grande, defendem a extradição dos narcotraficantes Jarvis Pavão e Irineu Domingos Soligo, conhecido como Pingo, para um presídio federal brasileiro, onde possam ficar totalmente isolados do contato com a sociedade. Hoje eles se encontram recolhidos em presídio do Paraguai.
“Essa é a única maneira de mantermos esses traficantes sem atuar e assim diminuiremos de forma considerável o tráfico de drogas. Nos presídios comuns eles acabam recrutando as “mulas” e continuam fornecendo os entorpecentes”, disse o delegado de Polícia Federal do Rio Grande do Sul e comandante da Operação Maré Alta, Roger Soares Cardoso.
Já o juiz Odilon de Oliveira considera Jarvis e Irineu como bandidos de “alta periculosidade” e também defende que eles sejam extraditados para o Brasil e sejam colocados num presídio federal. “O regime disciplinar de um presídio federal é extremamente rigoroso. É o único jeito de mantê-los longe do comando do tráfico”, enfatizou Odilon. Ele lembrou, ainda, que o pedido de extradição do traficante Irineu já foi feito pelo Estado do Rio Grande do Sul.
O brasileiro Jarvis Ximenes Pavão é pontado como um dos mais poderosos líderes do tráfico de drogas e armamentos em território paraguaio. A sua prisão chegou a ser apontada como a maior vitória da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai, nos últimos dez anos.  
A polícia reconhece que, mesmo preso, Pavão é responsável por um movimento imenso de cocaína para o Brasil, principalmente. Ele  foi preso no ano passado, em Yby Yaú, em companhia do paraguaio Carlos Antonio Caballero (Capilho) e de três “soldados” do narcotráfico.  (KC e TG)

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