Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

PCC

Polícia continua investigações para ver se crime tem relação com PCC

10 DEZ 2010Por NADYENKA CASTRO05h:10

Segundo o delegado Daniel Rodrigues da Silva, da 6ª Delegacia, a polícia vai investigar se o crime pode ter tido alguma relação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Regina foi a segunda testemunha de defesa de um processo assassinada. A ação penal acusa a advogada Alisie Pockel Marques da prática de falsificação de documento público para ajudar presidiários do PCC.

Segundo os policiais, a estudante de Direito tinha relação com integrantes da facção criminosa, era informante da polícia e quando sabia que alguém era preso, indicava os advogados para quem trabalhava. Por conta destes fatos, chegou a ser cogitada a possibilidade de queima de arquivo, que não é confirmada pela Polícia Civil. Ela tinha uma namorada com quem havia discutido alguns dias antes.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, Cláudia e Regina já foram prostitutas, tiveram envolvidas com tráfico de drogas e extorsão e já estiveram presas. Cláudia era dona de um salão de beleza e Regina fazia estágio em um escritório de advocacia. A cabeleireira tinha dois amantes, sendo um morador de Araçatuba, São Paulo. Já teve um relacionamento com um homem casado, o qual foi descoberto pela esposa.

Inquérito
As investigações sobre o duplo homicídio ainda não acabaram. A Polícia Civil ainda aguarda laudos periciais como os de local do crime, papiloscópico e necroscópico. Foi pedida a quebra de sigilo telefônico das vítimas, de Lorraine, da testemunha Alcides e de uma mulher identificada como Iara, cuja participação não foi detalhada. As prisões vencem no prazo de 30 dias, mas podem ser prorrogadas, assim como o inquérito.

Os policiais fizeram busca na casa de Lorraine, onde encontraram e apreenderam roupas de Eder e também na residência do pai de santo, onde nada foi recolhido. Na casa de Weber, a polícia encontrou a camiseta usada por ele no dia do crime e também o tênis. (NC)

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