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Campo Grande - MS, quinta, 20 de setembro de 2018

preocupação

Polícia alerta sobre risco de extravio de documento

28 DEZ 2013Por Dourados Agora10h:32

A quantidade de extravios de documentos pessoais preocupa as autoridades da Grande Dourados. Segundo dados do sistema de georreferenciamento e estatísticas da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp/MS), de janeiro a dezembro de 2013 foram registradas nesta região aproximadamente 5 mil ocorrências de “fatos atípicos”, dentre os quais estão as perdas de cédulas de identidade, cartões de CPF, carteiras de habilitação e de trabalho, entre outros.

Segundo o delegado regional da Polícia Civil em Dourados, Antonio Carlos Videira, pelo menos 80% do número apresentado pela Sejusp são referentes ao extravio de documentos.

“É o tipo de coisa que acontece com mais frequência do que se imagina. Quando se perde algum documento, é preciso registrar a ocorrência o mais rápido possível para evitar problemas; mas antes disso, recomendo que o cidadão seja precavido e evite situações assim. Tem gente que não procura as autoridades acreditando que uma segunda via vai resolver o problema; o que não é verdade”, explicou.

Ele diz que muitos criminosos vêem neste descuido a oportunidade para novos delitos. “Com o documento de terceiros na mão, uma pessoa mal intencionada pode fazer financiamentos, empréstimos, estelionato, compras à prestação e falsificação de identidade. Em alguns casos, os bandidos financiam veículos que são usados em roubo e tráfico de drogas. O verdadeiro dono do documento, na maioria das vezes, só percebe o problema quando já é tarde”, comentou Videira, lembrando o caso de uma pessoa que chegou a ser presa por isso.

“Certa vez o morador de um município do Estado perdeu seus documentos e demorou para registrar o boletim de ocorrência. Um indivíduo achou estes documentos e começou a se passar pela pessoa, cometendo vários crimes em São Paulo. O homem foi preso, fugiu da cadeia e passou a ser procurado da Justiça. O sul-mato-grossense acabou detido como se ele fosse o foragido. Ele só foi compreender os fatos quando já estava atrás das grades. Então, até reunir provas suficientes que evidenciassem sua inocência, ficou na cadeia por quase 30 dias, enquanto o verdadeiro criminoso transitava livremente pelas ruas”.

O delegado lembra ainda que é preciso tomar cuidado para que estes itens não sejam extraviados, mas caso isso ocorra, as autoridades precisam ser avisadas imediatamente.

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