Segunda, 22 de Janeiro de 2018

Polícia ainda busca pistas para esclarecer assassinato de garota

10 AGO 2010Por 04h:40
MICHELLE ROSSI

A Polícia ainda está em busca de elementos para esclarecer o assassinato de Juliana Aparecida dos Santos Sales, 19 anos, ocorrido depois de uma discussão, na saída de um baile na sede da União Campo-grandense das Associações de Moradores em Favelas e Assentamentos Urbanos e Rurais (Ucaf), na madrugada de domingo, no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande.
A vítima foi atingida por um tiro, por acidente, já que o alvo era a amiga dela, Pâmela Alves Reginaldo. A briga só envolveu mulheres e a acusada de disparar contra as amigas foi identificada até o momento como Joyce, que ainda não foi localizada pela polícia ou tampouco se entregou.
Na briga, a irmã de Juliana, L.T.S., 14 anos, ficou ferida com o mesmo projétil que matou a jovem, mas passa bem, pois o tiro atingiu uma de suas mãos, de raspão. Juliana deixou um filho de um ano e Pâmela, que era o alvo, está grávida de seis meses.
Segundo o delegado Silvério Arakaki, da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) que fez o primeiro atendimento do fato, não há material apreendido da cena do crime e as testemunhas vão começar a ser ouvidas. “Quando a equipe policial chegou ao local as testemunhas já haviam sumido. Agora estamos correndo atrás de provas para esclarecer o crime”, disse. O caso foi repassado ontem à tarde para a 2ª Delegacia de Polícia da Capital que vai comandar as investigações a partir de agora. Juliana foi enterrada ontem, no Cemitério Cruzeiro,  

Motivação do crime
A mãe da jovem assassinada, Elis Moreira dos Santos, 39 anos, bastante abalada com a morte da filha, disse que de acordo com relatos de conhecidos, a briga aconteceu por conta de ciúmes de Joyce contra Pâmela. “Elas estavam todas na festa, minhas duas filhas, a Pâmela e essa outra que deu o tiro, que eu nem conheço. Dentro do baile mesmo, começou uma discussão porque a Pâmela estaria dando em cima do namorado dessa outra (Joyce) e parece que no passado ela já tinha roubado um namorado dela. Quando elas saíram do baile, a garota estava de moto com o namorado, que parece ser o dono da arma, e disparou contra a Pâmela, mas a minha filha - como é muito amiga dela e acho que no instinto de mãe protegeu a Pâmela”, relatou sobre as circunstâncias do crime.
Ainda de acordo com a mãe de Juliana, sua filha não portava documentos e por isso demorou cerca de 1 hora e meia para ser atendida na unidade médica. “Primeiro ela foi encaminhada para o Posto da Coronel Antonino, mas viram que o caso era grave, e mandaram ela para a Santa Casa. Como ela estava sem documentos, demoraram para abrir o prontuário dela. Quando eu cheguei no hospital, cerca de uma hora e meia depois do tiro, ela já estava tendo parada cardíaca”, descreveu. “Agora eu só quero justiça porque minha filha eu não tenho mais”, desabafou. 

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