Campo Grande - MS, sábado, 18 de agosto de 2018

CONTROLE DE GASTOS

'Podemos perder a Copa antes de ela começar", diz ministro do TCU

28 MAI 2011Por FAUSTO BRITES00h:00

Para sediar a Copa do Mundo de 2014 serão investidos recursos da ordem de R$ 33 bilhões formados por verbas federais, estaduais, distritais e municipais. Serão R$ 11,5 bilhões para obras de estádios e de mobilidade urbana e R$ 5,8 bilhões para reforma e ampliação de aeroportos e portos. 

Esses gastos reforçam a importância do controle externo na administração pública, segundo o ministro e vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), João Augusto Ribeiro Nardes durante palestra "A Importância do Controle Externo". Ele participou, em Campo Grande (MS), do encerramento na quinta-feira do 1° Encontro Centro Oeste dos Tribunais de Contas (1º ECOTC).

Ele alertou que se não houver controle e iniciativa “podemos perder a Copa de 2014 antes de ela começar”. Segundo ele para a população poder acompanhar e fiscalizar o andamento dos preparativos para a Copa, o TCU criou o Portal da Copa, que pode ser acessado através do endereço http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/copa2014.

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, Cícero de Souza, acompanhou a palestra como coordenador  da mesa de debates ao lado dos conselheiros Waldir Neves (TCE/MS), Luiz Sérgio Gadelha (TCM/CE), Antônio Joaquim Moraes (TCE/MT) e do ministro substituto do TCU, Marcos Bemquerer Costa.

Em sua palestra o ministro explicou que o TCU está presente em todos os Estados, com 26 secretarias, 1.694 auditores e 912 técnicos. De acordo com ele as ações de controle desenvolvidas pelo TCU em 2010 resultaram em um benefício potencial de R$ 26,6 bilhões para o País “Somente com a adoção de medidas cautelas evitamos um prejuízo da ordem de R$ 2,4 bilhões”. Ele destacou ainda que 109 Empresas foram declaradas inidôneas pelo TCU para participar de licitações.

Na avaliação  do ministro Nardes, os Tribunais de Contas são indispensáveis para o País pois somente eles tem pessoal qualificado para execução do controle externo. Ele citou como exemplo o fato de o governo federal destinar R$ 44 bilhões por ano em benefícios sociais para cerca de 72 milhões de brasileiros e “apesar desse volume enorme de recursos não dispõe de um controle eficiente sobre os pagamentos”.

De acordo com Nardes, o TCU realizou um cruzamento de dados e descobriu que existe uma perda de R$ 800 milhões por ano com o pagamento de benefício indevidos. “Cruzamos as informações disponíveis no Sistema de Controle de Óbitos (Sisob), Renavam e o Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e descobrimos o pagamento de bolsa família para 300 mil pessoas falecidas e até para pessoas com registro de carros e motos importadas em seu nome”, exemplificou.

Fonte: TCE/MS

Leia Também