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RIO DE JANEIRO

PMs suspeitos de participar do sumiço de Amarildo vão a audiência

20 FEV 14 - 17h:30AGÊNCIA BRASIL

Começou na tarde de hoje, com meia hora de atraso, a primeira audiência de instrução e julgamento do sumiço de Amarildo de Souza, 43, no CAC (Central de Assessoramento Criminal), no Tribunal de Justiça do Rio.

Todos os 25 PMs suspeitos de participar do desaparecimento do morador da favela da Rocinha, na zona sul do Rio, participam da sessão.

O delegado titular da Divisão de Homicídios da cidade, Rivaldo Barbosa, responsável pela investigação na ocasião, foi a primeira testemunha de acusação a depor. Ele disse que o major [Edson Santos/ex-comandante da UPP Rocinha] autorizou a tortura de Souza atrás dos conteiners da unidade pacificadora e não dentro deles.

Ele admitiu ainda que a investigação falhou porque o local exato da tortura não foi periciado. Na época, a polícia percorreu apenas o caminho de entrada e o suposto trajeto de saída do morador, além da parte interna dos conteiners.

Barbosa disse ainda que todos os policiais que aparecem em imagens levando Amarildo Souza num primeiro momento participaram da tortura dele, que teria começado por volta das 19h35 do dia 14 de julho do ano passado.

Já a defesa do major e de outros quatro policiais rebateu com a narrativa de uma conversa gravada entre dois traficantes dizendo que foi o traficante Catatau que matou Amarildo. 

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