quinta, 19 de julho de 2018

IRREGULARIDADE

PMA autua assentados por extração ilegal de madeira

16 NOV 2010Por Da Redação15h:02

Policiais Militares Ambientais de Campo Grande, em fiscalização no assentamento Santa Mônica, em Terenos, autuaram no último domingo (14) dois assentados por extração ilegal de madeira.

De acordo com as informações da PMA, foi autuada, uma mulher, residente no lote 112 do referido assentamento, que extraiu 80 lascas de “aroeira”, um palanque e nove firmes (madeiras para cercas). Ela foi multada em R$ 1.000,00. A outra pessoa, que também foi autuada, é um homem residente no lote 95. Ele havia extraído 49 lascas e palanques de “aroeira”. O homem foi multado em R$ 1.500,00. A PMA informou que a madeira estava sendo extraída às margens e dentro da área de reserva legal do assentamento.

Os autuados responderão por crime ambiental e, se condenados, poderão pegar pena de um a dois anos de reclusão. Segundo a PMA, a portaria de número 83/1991 do Ibama proíbe o corte da “aroeira” e algumas outras espécies de madeiras nobres, sem plano de manejo, que precisa ser aprovado pelos órgãos ambientais. Em desmatamentos autorizados, essas espécies não podem ser cortadas. A PMA informou que, com esta já é a terceira vez que o órgão autua assentados do Santa Mônica por extração ilegal de madeira, neste ano. Também informou que um assentado foi autuado por colocar incêndio em área agropastoril.

Porém, a PMA não tem feito somente trabalho repressivo no assentamento. No final do mês passado, o Núcleo de Educação Ambiental realizou trabalhos educativos com 645 alunos deste assentamento e de outros assentamentos vizinhos. Também foram realizadas diversas oficinas com vários temas como: ciclo da água, reciclagem, casinha da energia, plantio de mudas nativas, animais empalhados (palestra sobre fauna) e ainda teatro de fantoches. Além dos alunos foram ministradas palestras a todos os assentados, no sentido de minimizar os problemas ambientais que a PMA tem enfrentado nos assentamentos rurais.

Segundo a PMA, além da caça e pesca ilegal, a principal ilegalidade que tem sido verificada pelo órgão nos assentamentos é a extração ilegal de madeira, em especial a “aroeira”, madeira de lei que só pode ser retirada com plano de manejo aprovado pelo órgão ambiental competente. “O pior é que a madeira tem sido explorada, na maioria das vezes, dentro da reserva legal dos assentamentos”, informou o capitão Ednilson Queiroz. Segundo ele, a PMA espera que, por meio da informação, os assentados passem a valorizar mais ainda os bens ambientais de suas propriedades. Já com relação aos alunos, filhos dos assentados, o órgão espera que, por meio da Educação Ambiental, "as crianças cresçam com a cultura da conservação ambiental e da sustentabilidade e consigam sensibilizar-se sobre a importância do equilíbrio ambiental em suas vidas e das próximas gerações".  (com informações do comando do 15º BPMA-MS)








 

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