Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

ELEIÇÕES 2010

PM terá efetivo de 3,6 mil homens durante eleição

1 OUT 2010Por 12h:53

VIVIANNE NUNES

Para garantir a segurança do pleito eleitoral que acontece no próximo domingo, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul irá contar com a presença de 3,6 mil policiais em todo o Estado, 60% de todo o efetivo. A informação foi repassada há pouco pelo comandante geral da PM, coronel Carlos Alberto Davi dos Santos. Segundo ele, o efetivo é suficiente para garantir o bom andamento dos trabalhos.

“Vamos coibir a propaganda eleitoral abusiva, o transporte de eleitor, corrupção eleitoral, compra de votos, fraudes, coação eleitoral, desrespeito a lei seca, aproveitamento econômico da ocasião eleitoral e demais delitos e infrações que possam comprometer a segurança do pleito”, afirmou o coronel.

Em Campo Grande, o esquema de segurança envolve ainda os municípios vizinhos como Sidrolândia, Terenos, Jaraguari, Bandeirantes, Rochedo, Corguinho, Rochedinho, Aguão, Indubrasil, Rio Negro e Ribas do Rio Pardo. Nessas localidades haverão 612 locais de votação e o planejamento vai dispôr dois policias militares em cada local.

O quartel da PM aqui em Campo Grande irá manter um efetivo de 60 policiais caso haja a necessidade de reforço do efetivo em possíveis locais de tumulto.

Durante todo o dia, a partir das 6h30min, policiais militares irão reforçar a segurança no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), sendo que no momento da apuração dos votos 200 deles estarão no local. “São policiais de todos os batalhões incluindo o Trânsito e Cigcoe”, afirmou o comandante.

Para garantir a segurança, apenas em Campo Grande o planejamento da PM coloca cem viaturas caracterizadas e “outras tantas” a paisana nas ruas. “O serviço de inteligência da Polícia Militar também estará envolvido”, garantiu.

No interior

Em Dourados, cidade do interior do Estado que passou por problemas recentemente por conta da operação Uragano, deflagada pela Polícia Federal e que levou a prisão o prefeito, vereadores e secretários municipais, o clima de manifestações fez com quem o Ministério Público solicitasse, além da Polícia Militar, a atuação de tropas federais.

Aproximadamente 2,1 mil homens irão fazer a segurança em outras localidades do interior. Uma das preocupações são as cidades fronteiriças, como é o caso de Ponta Porã, onde é comum a vinda de eleitores de outros países. Neste caso o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) também estarão envolvidos no esquema de segurança.

As irregularidades mais comuns em dias de pleito eleitoral são a boca de urna e compra e venda de votos. “Por mais que se faça a recomendação, as pessoas acabam querendo desafiar a polícia”, concluiu.

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